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17 de maio dia Internacional de combate á homofobia
MARCELO CERQUEIRA - Salvador, Bahia, Domingo 17 de maio de 2009
Todos os oprimidos têm o seu dia de luta. Os gays também têm o seu dia de luta e consciência. Hoje no dia Internacional de Combate a Homofobia não vamos comemorar, porque não temos muito que festejar, vamos protestar. Essa luta é antiga desde o dia 28 de junho de 1969 que se comemora em todo o mundo o Orgulho Gay. Trata-se de uma data importante porque sem dúvida alguma foi o marco do movimento homossexual nas Américas. O levante de Stonewall em 1969 no Vilage bairro gay nova-iorquino foi à noite mais espetacular da história do movimento gay nos Estados Unidos. Isso começou porque a policia entrava sem avisar e baixava o sarrafo a torto e a direito naqueles que estavam se divertindo no bar, só porque eles eram homossexuais e ali um espaço da vivência cultural gay. Aqui do outro lado do atlântico não era tão diferente. Delegacias de Jogos e Costumes prendia travestis por vadiagem e botavam elas na faxina da Delegácia. Autoridades policiais se divertiam tirando esmalte das unhas das travestis com tampinha de garrafa. Nos arquivos do GGB existem fotos que nos lembra desse passado horrível. Lá nos states e cá no Brasil a Homossexualidade era vista como contravenção que feria os valores da sociedade da época como a tradição religiosa e familiar americanas. Com Stonewall gays começam a perceber que ser marginalizado por uma opção inconsciente, porque ninguém escolhe ser homo ou hetero de forma consciente, era algo errado e começaram a se organizar de forma que surge o Movimento Gay em muitos países da América, especialmente no Brasil em 1970, dias seguidos da revolução do Vilage, dez anos em 1980 surge o GGB que comemora trinta anos em 2010. Resgatamos o momento histórico que a Homossexualidade foi retirada da classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 17 de maio de 1990, oficialmente declarado em 1992. Essa normativa facultava aos médicos o direito de curar homossexuais médicos e familiares ortodoxos se uniram nessa empreitada. Por situação como estas que muitos filhos e filhas foram obrigados deixar suas casas e se jogar a sorte em cidades grades como Rio e São Paulo para onde famílias da Bahia e Pernambuco mandavam seus gays para esconder do suposto constrangimento de ter um membro nessa condição. Hoje é dia de reflexão para todos. Combater a homofobia é garantir as liberdades individuais. Dados do GGB indicam 190 homossexuais mortos no Brasil em 2008, destes 24 na Bahia e 27 em Pernambuco, Estados campeões em mortes violentas. Combater essas expressões vergonhosas deve ser um dever de todos os brasileiros. Todos contra a homofobia! Marcelo Cerqueira é presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) - Nota da redação:.Texto publicado no jornal A Tarde de Salvador,BA em 16 de maio de 2009 no Opinião. Aqui texto com pequenos acréscimos de conteúdo.
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