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Ação educativa agita estação de transbordo
Faixas e cartazes ensinavam a leitores atentos: “Ame com cuidado”, “Use camisinha” e “Estigma e discriminação: os sintomas mais dolorosos da aids”. Dez mil preservativos foram distribuídos, juntamente com folhetos que incentivam o uso correto da camisinha. Após a manifestação, os militantes seguiram para a Câmara Municipal de Salvador, onde aconteceu uma sessão especial alusiva ao Dia Internacional de Luta contra a Aids, com a participação de dezenas de entidades do Fórum de Ongs/Aids da Bahia. Trabalho contínuo Uma das indicações do movimento gay baiano é que a camisinha seja um item acrescentado definitivamente à cesta básica do trabalhador. “É preciso vulgarizar o uso do preservativo, inclusive abrindo novas frentes de distribuição gratuita”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia e secretário de Comunicação da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). “As pessoas não usam o preservativo, porque têm dificuldades tanto na compra quanto no acesso gratuito”, explica. Segundo ele, os preservativos que chegam nos postos de saúde são inseridos nos programas de Saúde da Família e a sua distribuição está subordinada a uma complexa burocracia. A situação epidemiológica da aids na Bahia é bastante preocupante, com índices de contaminação pelo HIV que chegam a 5.400 casos. Salvador é a sétima cidade no ranking nacional de notificações, com 3.330 casos registrados, segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.
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