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Dia da Aids
279/11/2007
Gays fazem exibição de sexo seguro no centro de Salvador
Por Grupo Gay da Bahia (GGB)

Jovens do Proejto Se Ligue em ação anterior na Praça da Piedade, centro de Salvador.

Na Bahia, segundo dados da SESAB, já foram notificados 8263 casos de infecção pelo HIV, dos quais, 2514 faleceram de Aids.
Em 2006 foram notificados 519 novos casos de Aids na Bahia, e 51 óbitos.


 Com ousadia e humor, o Grupo Gay da Bahia  faz performance na Praça da Piedade nesta 6ª feira, véspera do Dia Mundial da Aids,   ensinando  como usar a camisinha, sobretudo aos jovens homossexuais,  grupo que mais cresceu na contaminação pela Aids. Cenouras, pepinos, pênis de borracha e muito lubrificante serão utilizados para  ensinar  aos jovens como praticar o sexo seguro. Os gays farão também protesto denunciando o descaso do Governo Federal, Estadual e Municipal no enfrentamento da epidemia da Aids, exigindo  campanhas de prevenção dirigidas aos homossexuais.E mais camisinhas!
         
Segundo o Ministério da Saúde, os jovens gays representam o grupo que mais foi contaminado pela Aids nos últimos dez anos: aumentou 70,5%. Estes dados provocaram grande preocupação entre os Coordenadores do Grupo Gay da Bahia, que desde 2002 desenvolve um programa de prevenção da Aids especial para adolescentes homossexuais, o Projeto Se Ligue, financiado pelo Ministério da Saúde. Nestes últimos cinco anos o Projeto Se Ligue atendeu mais de 13 mil jovens baianos que participaram de 260 reuniões de informação sobre Aids e Direitos Humanos. Segundo Cristiano Santos, coordenador do Projeto Se Ligue, “três fatores colocam os jovens homossexuais em situação mais vulnerável à infecção pelo HIV/Aids no Brasil: a falta de ambiente social de aceitação da própria homossexualidade; a cultura do sexo sem compromisso, o “ficar”  e os próprios avanços da medicina que fizeram da Aids menos assustadora, já que se tornou uma doença tratável. A maioria dos jovens nunca viu um doente de Aids em condição terminal como aconteceu com a geração anterior que acompanhou a agonia pública de Cazuza, de Lauro Corona e Sandra Brea.”
 

Na Bahia, segundo dados da SESAB, já foram notificados 8263 casos de infecção pelo HIV, dos quais, 2514 faleceram de Aids. Os homossexuais representam o grupo mais afetado, 26%, seguidos dos bissexuais, 16% - que somados representam 42% da população, enquanto os heterossexuais representam 19%. Em 2006 foram notificados 519 novos casos de Aids na Bahia, e 51 óbitos.

Segundo o Prof.Luiz Mott, fundador do GGB, além da distribuição de preservativos, gel lubrificante e folhetos informativos, “é urgente que o Governo coloque em prática ações afirmativas que garantam a cidadania dos homossexuais, pois os gays, lésbicas e travestis são a única minoria social que sofre discriminação dentro da própria família: quando os pais dizem “prefiro um filho ladrão do que homossexual”, estão humilhando e desumanizando seu filho ou filha homossexual, ocorrendo a muitos destes adolescentes a serem expulsos de casa e se exporem em situações de risco de contaminação pelo HIV, inclusive à  prostituição.”

Segundo estudos do Ministério da Saúde, os gays têm 11% mais possibilidade de se infectar com o vírus HIV e 18% mais risco de morrer de AIDS. A homofobia, a intolerância anti-homossexual é responsável direta pela maior expansão da epidemia entre os amantes do mesmo sexo: segundo o estudo do sociólogo Alberto Carlos Almeida, “A Cabeça do Brasileiro”(2007),  78% dos brasileiros entrevistados são totalmente contra a homossexualidade masculina, aumentando para 91% entre os nordestinos. A cada dois dias um homossexual é barbaramente assassinado no Brasil, vítima da homofobia.
Para o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, nos anos 90 a Aids ainda carregava o estigma de "peste gay" e equivalia no imaginário popular a  uma sentença de morte.  O horror da doença levou a que a maioria dos homossexuais rapidamente adotasse o sexo seguro. Os jovens gays hoje se cuidam menos porque deixaram de temer a epidemia. Daí a urgência de campanhas governamentais dirigidas para os adolescentes.”

Neste ano, a campanha do Ministério da Saúde enfatiza os direitos do jovem de viver sua sexualidade e de ter acesso ao preservativo e a informação. O slogan oficial é “Sua atitude tem muita força na luta contra a Aids”.

 

 

 

 


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