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Sem apoio Arembepe realiza a III Parada Gay da Vila
Por Redação especial da Vila de Arembepe
AREMBEPE, BA- 23/11/08 - 19hs -O que deveria ser a III Parada Gay de Arembepe, terminou sendo um ato de protesto contra a falta de apoio da Prefeitura Municipal de Camaçari que alegando falta de recursos se esquivou de apoiar o evento como aconteceu ano passado na II edição do evento, qual a prefeitura ainda deve aos organizadores que acabaram saindo no prejuízo. Nesse caso o Movimento Arembepe Arte Viva e o Grupo Gay da Bahia (GGB) que organizaram o evento ano passado. Esse ano sequer a Prefeitura de Camaçari colaborou com a logística de transito por exemplo. O transito foi modificado na última hora por sensibilidade de um agente municipal que preocupado que os veículos não atropelassem algum participante acabou colocando os piquetes a frente da Delegacia de Policia, assim, os veículos eram desviados para outro acesso. A falta de apoio e o desapontamento dos nativos e visitantes com a Prefeitura era visível as caras “ Estamos magoados com o Prefeito Luiz Caetano que não ajudou na festa, um evento popular desse que congrega tantos valores, uma pena”, declarou a enfermeira Graça Silva, 52 anos que estava com mais duas amigas paradas vendo a banda passar. Esta foi à mesma opinião da vendedora ambulante mestiça de índio que veio de do Centro de Camaçari e pagou R$ 150 para trazer o seu isopor de cerveja, ela e mais duas amigas chateadas pelo desapontamento na organização e falta de apoio “E agora! Estou no prejuízo sai de longe para vender, chego aqui recebo a noticia que não vai ter evento nenhum ”, declarou desapontada. Manu, figura lendária da Vila de Arembepe, estava vestida de Rosa, ostentando a faixa vermelha de madrinha da II Parada Gay em 2007. Ela estava uma pilha, mas não perdeu o rebolado, aplaudida sempre por onde passava distribuía mesmo com a cara tensa retribuía a simpatia dos nativos e visitantes. Ela puxou a caminhada com uma banda intitulada pela mesma de “chupa catarro” da entrada por toda a extensão da avenida principal de acesso a Vila, cerca de 80Mt antes da rotúla de entrada que dá acesso as praças ela passou a faixa de madrinha para Ana Sol, ex bailarina da Rede Globo que chegou em Arembepe nos exatos 1967, se apaixonou e ficou até hoje. Na passagem da faixa a banda executou o hino em louvor ao Senhor do Bonfim em sinal de proteste “Eu não julgo ninguém, mas Deus está olhando de lá de cima, eu aqui faço a minha parte” disse Mannú, na passagem da faixa a Ana Sol, referindo-se a falta de apoio. Após entrega de faixa a nova madrinha conduziu a banda a Vila de Arembepe fazendo o percurso da Praça das Amendoeiras seguindo a Praça dos Coqueiros, finalizando às 17hs no acesso a saída da Vila. O povo estava na rua, visitantes das mais variadas localidades foram prestigiar o evento acabaram frustrados. A parte a bandinha de sopro, a vedete da festa foi um carro Pampa com duas caixas de som que divulgava uma festa na região tocando música eletrônica, as pessoas dançavam e algumas mais dispostas acabavam subindo no veiculo para executar passos de dança. Muito sol, gente bonita. Arembepe ano passado entrou para o leque de paradas mais interessantes da região ao exemplo de Lauro de Freitas que esse ano teve participação da prefeita Moema Gramacho fazendo abertura do evento além de serem Paradas com pouquíssima violência, roubos e recheada de gente bonita e interessante. Triste essa falta de sensibilidade dessas autoridades municipais no que diz respeito as demandas da comunidade. Não deveria ser assim, mas eles conseguem ser pior. Mesmo os secretários que tem residência na cidade ao exemplo do Secretario Cupertino da Pasta de Turismo apareceu na caminhada para ao menos ser simpático com os visitantes de fora do municipio. Arembepe é um charmosa Vila de Pescadores, acesso Norte a Estrada do Coco. é conhecida em grande parte do mundo por ser um paraiso com natureza exuberante. Diversas personalidades musicais desde os anos sessenta visitaram a comunidade e se apaixonaram pelo estilo de vida de seu povo.
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