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Na abertura da Conferência Nacional de Segurança Pública (9/7, 8hs, Hotel Pestana, Salvador) , o Grupo Gay da Bahia divulga dossier sobre assassinato de homossexuais LGBT na Bahia e reivindica duas medidas de impacto imediato: abertura de delegacia especial para receber denúncias de homofobia e investigar crimes contra homossexuais e divulgação de outdoors estimulando os gays a se acautelar para não ser a próxima vítima de crimes homofóbicos. SALVADOR, 8/07/09 - Em 2008 foram documentados 190 assassinatos de homossexuais no Brasil, 55% a mais do que no ano anterior (122 mortes). A cada dois dias um GLBT é barbaramente assassinado. Menos de 10% dos criminosos são presos e sentenciados. “A situação na Bahia é alarmante, diz o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira: em 2007 nosso Estado foi o campeão nacional de homicídios, 18 mortes, e em 2008, subiu para 25 casos. Neste ano, até jnho 2009, já foram registrados 10 crimes. BAHIA NÃO RIMA COM HOMOFOBIA!” O GGB adverte que estes números são subnotificados, pois há muitos crimes que a família esconde que o filho era gay ou que a polícia e os jornais não divulgam. De 1970 a 2009, foram documentados 365 assassinatos de homossexuais na Bahia, sendo 76% de gays, 21% de travestis e 3% de lésbicas. 23% das vitimas tinham menos de 20 anos, sendo que 8% eram menores de idade. 56% destas mortes ocorreram em Salvador, seguida de Feira de Santana, Itabuna, Candeias, Juazeiro. As vítimas pertenciam a praticamente todas as classes sociais : profissionais liberais a mendigos, predominando cozinheiros, cabeleireiros, profissionais do sexo, pais de santo, padres, funcionários públicos. O “modus operandi” dos assassinos varia: 40% das travestis foram mortas a tiro, na rua, enquanto os gays foram mortos a facadas, dentro de suas casas, muitos sofrendo torturas, estrangulamento, pauladas. Quanto aos assassinos de homossexuais, as informações são muito reduzidas e lacunosas, dificultando a prisão dos criminosos: em 84% destes homicídios o autor é desconhecido, predominando rapazes de programa, desempregados, policiais. 30% dos matadores de gays tinham menos de 20 anos. Entre as vítimas famosas, o ator de teatro Moacir Moreno, o vereador Jose Ribeiro Rosa, assassinado em 1949, conhecido como “o crime da mala”, o geólogo da UFBa Prof. Lamarck, o cabeleireiro Cary, a pioneira drag-queen Floripes, o empresário Joel sócio do Bar Quixabeira, recentemente Nelsinho, produtor musical residente no Garcia. Segundo Luiz Mott, “infelizmente, os assassinatos de homossexuais são uma vergonhosa epidemia que torna a Bahia e o Brasil, campeões da homofobia. Completou-se um ano da realização da 1ª Conferencia Estadual GLBT, com mais de uma centena de propostas da sociedade civil e compromisso do governo em implementar ações afirmativas contra a homofobia, mas de concreto, quase nada saiu do papel. O Governador Jacques Wagner tem de se empenhar determinando que as delegacias investiguem rigorosamente os crimes homofóbicos, e a Justiça puna exemplarmente os criminosos.” O GGB propõe duas medidas imediatas de impacto contra a homofobia: 1] a divulgação de outdoors patrocinados pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, com mensagens “Gay vivo não dorme com o inimigo” e “Respeite os Gays: homofobia é crime!” Para maiores informações: 9989-4748 - 3328-3782 <www.ggb.org.br>
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