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GGB quer que gays e simpatizantes façam doações
A idéia é fazer com que pessoas possam doar para condução de projetos e atividades culturais.
SALVADOR,BA - O Grupo Gay da Bahia (GGB) quer que membros da comunidade homossexual e simpatizantes colaborem com as causas do segmento. A entidade resolveu desde já estimular em particular os homossexuais que façam doações em vida dos seus recursos financeiros e patrimoniais acumulados durante a sua vida para entidades que trabalham no combate a homofobia. Esta iniciativa deve-se ao fato de que muitos familiares não são dignos de receber herança de homossexuais devido estes terem restrições homofóbicas a homossexualidade do falecido. Familiares que sempre discriminaram e não aprovaram a homossexualidade do parente, mas, quando este vem a falecer se locupletam do acúmulo material do mesmo. Familiares que sempre rejeitaram a pessoa homossexual, seqüestram automóveis, vendem apartamento, sacam conta bancária e resgatam rescisão contratual e Fundo de Garantia por Tempo de Trabalho (FGTS). Para que isso não aconteça é importante que em vida qualquer pessoa possa determinar a quem deixar o seu espólio, seja para namorados, amigos, entidades homossexuais e até mesmo algum parente próximo o qual tenha alguma relação mais intensa. O GGB estimula que a pessoa faça doação em cheque para poder ter um registro de sua doação, inclusive para os impostos. Deve-se fazer cheque nominal ao grupo homossexual escolhido e não ao portador. A entidade orienta também que a pessoa possa conhecer ou fazer uma visita a sede da organização. Os grupos homossexuais enfrentam muita dificuldade para conseguir acessar recursos da iniciativa privada por conta de eles defenderam uma causa inóspita e ainda carregada de muito preconceito. Os grupos que mantém sede própria aberta têm gastos mensais de mínimo de 1,5 mil por mês entre pagamento de serviços públicos como água, luz, telefone e serviços de higiene, limpeza e conservação sem falar nos gastos de pessoal, incluindo transporte e alimentação. Esses gastos são os mais difíceis de serem conseguidos seja através de projetos especiais seja através de iniciativas governamentais. O Grupo Gay da Bahia (GGB) colocou uma conta disponível no seu site na internet para que as pessoas possam efetivar as suas doações para ajudar a manter a entidade funcionando sem férias a vinte e sete anos. As doações são incipientes ou nulas. A entidade desde a sua fundação já distribuiu mais de dois milhões de preservativos, centenas de milhares de folhetos educativos orientando as pessoas na questão da infecção do HIV e Aids. O GGB funciona como um canal aberto com a sociedade e com os homossexuais no combate ao preconceito atuando na promoção de uma sociedade respeitosa para com a homossexualidade e suas variáveis estáveis. No que diz respeito a doação o GGB alerta que a sociedade gay americana do Norte tem muito mais tradição para doar. Na sede da entidade no Pelourinho têm uma urna onde sempre os estrangeiros quando chegam lá fazem doações de que variam e 5 a 10 dólares. Este exemplo deve ser seguido pelos gays e lésbicas brasileiros.
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