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Movimento LGBT na Bahia
Conquista recebeu I Parada LGBT nessa sábado
Marcelo Cerqueira, direto de Vitória da Conquista

Ricardo Marques (PV) vice-prefeito de Vitória da Conquista.

 

CONQUISTA 18/04/2010 – O que parecia impossível aconteceu nesse último sábado dia 17 na cidade portal do sudoeste da Bahia, tradicional Vitória da Conquista. Trata-se da I Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Travestis e Bissexuais da cidade e região. O Clima que antecedia a Parada foi de muita expectativa e o evento gay era o tema de debate em todas as rodas populares. Taxistas, comerciantes, transeuntes todos excitados com a idéia do evento.

Os comentários eram dos mais variados, entre aqueles que defendiam e outros que consideravam uma pouca vergonha. Um grupo de homens que faziam compras no supermercado Bompreço cerca da concentração do evento, alguns deles se mostravam indignados com a movimentação dos participantes que seguiam para a concentração da Parada. “Isso é uma falta de vergonha, como é possível”, dizia um deles rebatido por outros que eram mais liberais e diziam aos colegas que os gays devem ter seus direitos respeitados pela sociedade e não via aquela demonstração como falta de vergonha, ao contrario eles tinham muita coragem para fazer o movimento.

Previsto para começar ás 14hs na Avenida Jorge Teixeira a Parada só  iniciou o seu percurso rumo ao Boque da Paquera as 16hs. A abertura do evento o mestre de cerimônia José Mário Barbosa também membro da Comissão Organizadora convidou para fazer uso da palavra o vereador Jean Fabrício (PC do B) autor de um projeto de Lei que tramita na Câmara Municipal qual visa combater o preconceito na esfera do município. Os discursos seguiram com a palavra Alan Cardeck do Grupo Acrópole, Fabiana Franco militante lésbica de Camaçari, Geysa dos Santos representando Luiza Bairros, Secretária da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia (SEPROMI). Geysa em sua fala destacou a importância da luta ser associada com o racismo e combate ao machismo traços que ainda são marcantes na sociedade baiana e em especial nos rincões do Estado “Essa luta deve ser diária e deve ser assumida por todos”, disse á ativista.

Já no inicio do meio do percurso na quarta parada do trio elétrico na pracinha do Gil animada pelas bandas Kiribamba e Ladrões de Vinil, o vice prefeito de municipal Ricrdo Marques (PV) subiu no trio e aproveitou para se associar ao evento dando boas vindas aos participantes, meio como marinheiro de primeira viagem, ficou meio nervoso mas deu o recado principal. “Eventos como esse torna a nossa cidade mais cosmopolitana, mais ligada com o que acontece em todo mundo.

O poder público vai estar sempre disponível para ajudar nessa empreitada contra todas as formas de discriminação”, disse o vice prefeito. Após a fala de Ricardo Marques, Rosilene dos Santos, presidente do Grupo de Lésbicas Safo, convidou ao microfone Juremar de Oliveira representando o Conselho da Juventude do Governo do Estado da Bahia, Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Ícaro Ceitá diretor do Grupo Adé Diversidade e a travesti Iara Beliza para suas palavras.

O evento terminou por volta das 22hs no Bosque da Paquera. No local havia um palco armado com atrações locais e variadas. Uma feira de serviços também fazia parte do evento. Barracas para aferir pressão, distribuição de preservativos, demonstração de modelos pélvicos femininos, mapas do corpo humano e venda de presentes foram instalados na lateral direita do palco.

O evento contou com a participação de cerca de 4 mil pessoas. Não houve nenhum tipo de confusão, mas muita disposição das pessoas. Homens vestidos de mulheres, presença marcante de lésbicas e poucas travestis e montadas. Foi uma realização do Grupo Safo de Lésbicas, contou com apoio da Prefeitura Municipal através das Secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde. Governo da Bahia através da SEPROMI. Apoio cultural do Grupo Gay da Bahia (GGB). Nos dias anteriores ao evento foi inaugurado o Centro de Referência GLBT (NUDH) e nos dias 14 e 15 no auditório da Agência de Desenvolvimento aconteceu o I Seminário de Políticas Públicas GLBT, marcado por oficinas, grupos de trabalhos e muita participação. A novidade foi o 9º Batalhão de Polícia Militar enviar quinze recrutas para a capacitação, um avanço sinal dos novos tempos. Os jovens logo estarão nas ruas trabalhando e essa ação faz parte da formação em humanidades para novos militares.

Impressões de um visitante

Conquista é uma cidade diferente, as vezes não parece ser Bahia. Isso para aqueles que têm como referencia a cultura do Recôncavo que marca a ferro e fogo esse traço cultural da Bahia em todo o mundo. Uma passadinha em Conquista percebe-se pelos traços da população que eles são baianos diferentes dos baianos abeira mar e a beira rio. Povo calmo, educado, tranqüilo de passos rápidos e elegantes, roupas caras e de moda são assim o dia todo.

Cidade com perfil de fartura e dinheiro, situada em cima de um planalto que faz um frio às vezes de 10graus, considerado uma verdadeira tortura para os baianos que vivem de sunga, short sem camisa a beira do mar, esses não conseguem viver em Conquista. Talvez seja o frio um elemento importante nisso tudo, e por isso que muitos dizem que é preciso ter uma outra costela, melhor um outro corpo quente para dormir bem.

Talvez por isso que a vida noturna gay seja muito pequena. Existem apenas três bares, o povo gay é muito reservado e prefere festas privadas em sítios e fazendas da região, a visibilidade ainda é algo que não despertou o interesse em todo o coletivo.
O que precisaria para que esse pessoal mostrasse a cara. Talvez isso seja um perfil associado ao padrão econômico da cidade, os gays podem viajar e ser o que quiserem em outras cidades próximas da região o que é mais provável. Conquista fica cerca de sete horas partindo de ônibus municipal de Salvador. Aguardem mais fotos.

Serviço - Bares

Zôo Bar
Av Vivaldo Mendes, Recreio
Fones (77) 8818 3869 – 8804 4317

Apogeu
Unidos por acaso

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