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Muito bacana
Aracaju recebeu domingo 8 Parada Gay do Estado
Por MARCELO CERQUEIRA direto de Aracaju

 

Padrinho da Parada Vereador Elber Batalha com Tatiane Araujo. Confira fotos do evento.

 

ARACAJU, SE, 30/08/09 A Orla de Atalaia estava toda animada com a multidão de pessoas que desembarcava no terminal de ônibus de Italaia e como destino a concentração da 8º Parada Gay de Sergipe, evento organizado pela Associação Sergipana de Transgeros (ASTRA), fundada por Tatiane Araújo defensora da categoria no Estado de Sergipe.

Seis trios elétricos garantiram a evolução do cortejo da Parada. O trio Gula foi o abre alas com a banda da cantora baiana Ludmila Anjos tocando pop, axé e dance. Exatas 16Hs deu-se inicio ao cortejo logo após as falas dos convidados e autoridades que marcaram presença no carro.

Os deputados federais Jackon Barreto, muito a vontade e informal, usava de civil e se divertia muito com toda a movimentação, ele que inicialmente estava no meio da multidão, foi convidado a subir no trio, como parlamentar engajado não pode recusar ao convite. O outro federal presente foi o deputado Iran Barbosa, que fez um panfleto e mandou sua assessoria distribuir aos montes. Muitos ficaram encantados com a beleza plástica das trans que reinaram na Parada de Sergipe.

O presidente da Câmara Municipal de Sergipe, vereador Emanuel Nascimento foi ao evento acompanhar o colega vereador Elber Batalha Filho que recebeu o titulo de Padrinho em cima do trio oferecido por Tatiane Araújo. O motivo da titulação foi por ele ter aprovado a Lei de combate a homofobia na cidade.

O político muito a vontade tomou cerveja distribuiu sorrisos e simpatia para todos os presentes. Muitas deram por livre iniciativa o titulo de príncipe ao jovem político local. Elber é advogado por formação e defensor público, vereador do (PSB) e presidente da Comissão de Justiça e Redação da Câmara Municipal de Aracaju. Esse trabalho reconhecido faz com que ele transite com muita desenvoltura nos movimentos sociais da cidade. Representando ABGLT veio de Minas Gerais o militante Carlos Magno, Secretario da Região Sudeste da Associação Nacional. Marcelo Cerqueira do Grupo Gay da Bahia, que fez-se mestre de cerimônia. Finalizando as falas no trio Tatiane Araújo conduziu a largada falando com muita propriedade, discurso sério e engajado das lutas no Estado.

A Parada se concentrou em frente ao Amandas percorreu parte da extensão da Orla em direção ao centro voltando ao ponto de partida. A Secretaria de Saúde montou estrutura para distribuição de preservativos e incentivar a teste rápido para HIV e Aids. Conforme informou a organização do evento um público de mais de 80 mil pessoas compareceram a Parada.

Aracaju, cidade das trans

Se o ditado popular que corre de boca em boca do povo do Ceara, imortalizado “No Ceará não tem disso não”, em Sergipe tem sim, senhor e melhor ainda com alta estima cima da media nacional. É o caso das transexuais e travestis Sergipanas. O ditado popular é uma idiossincrasia, ou melhor, comportamento variado do povo Nordestino que não se aplica a tudo. Sergipe é um belo exemplo dessa situação, mérito das organizações locais que deram voz a esse segmento, instituições tipo Astra que atua na promoção da cultura e cidadania do segmento.

Elas estavam em multidão na Parada, vieram de todos os municípios sergipanos, quais os mais importante existe na estrutura local uma liderança transexual ou travesti batalhando por seus direitos e reconhecimento das colegas. Mesmo que pese algumas se exibindo em trajes sumários todas tem noção da importância de ser o que são e entendem que a nudez de muitas são parte da cultura delas e que isso deve ser respeitado e promovido pelas entidades que realizam esse tipo de ventos. “Eu botei um par de biqueira na ponta do peito, mas com o suor do corpo caiu”, disse uma índia que vestia apenas uma micro saia de couro e ostentava um lindo par de seios sem a dita biqueira. “Ah! Ta bom, você colou com saliva não foi, linda” disse uma amiga a jovem índia. “Não, colei com super bonb, mas caiu.” desabafou a trans.

A Parada de Sergipe é um tributo as transexuais, uma cidade dominada pelas mulheres transexuais, quem não viu não pode imaginar isso de perto. Poucas são as cidades que promovem esse tipo de ação libertadora, acredita uma jovem militante loira que promove o movimento na cidade de Lagarto. “Aqui é assim, ou é trans total, ou lésbica total, ou é oito ou oitenta, mas tudo com muita auto estima” disse Tatiane Araújo em tom de descontração quando foi abordada por um grupo de lésbicas transexuais que pareciam um bando de rapazes.

A Parada teve apoio total da Prefeitura de Sergipe especial do gabinete do Prefeito, Departamento Nacional de DST/Aids e comércio local.

 

 

 


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