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V EGHON Rio Grande do Norte
Segue pelo terceiro debatendo saúde, cultura e direitos civis
Por Redação

Ione Lindring do Rio de Janeiro, Claudia Ramos da Bahia, Marcelo Cerqueira e Jacqueline Brasil relatora. Mesa abordou o tema da Educação e Cultura no Combate a Homofobia.

 

Natal, RN, 8.08.09 – Segue pelo terceiro dia no  Praia Mar Hotel na Ponta Negra a V Edição do EGHON, evento que reúne na capital Potiguar homossexuais de oito estados Nordestinos que tem a finalidade de fortalecer grupos e ativistas para a implantação de ações voltadas para o segmento de gays, lésbicas, bissexuais e travestis.

O dia de ontem os temas foram debatidos no Salão Geral por todos os participantes em sistema de conferencia. Os participantes Dr.Ivo Brito, Eduardo Barbosa do Ministério da Saúde de Brasília, Cristina Lins de Pernambuco, Fernanda Bevennut com a mediação de José Dantas como mediador de Natal. Primeira mesa do dia que tratou da Saúde da População LGBT, descentralização, controle social e plano de enfrentamento, avanços e desafios. Ivo Brito do Ministério da Saúde apresentou os dados epidemiológicos alarmantes em relação à infecção pelo HIV e Aids entre a população de homossexuais e bissexuais em todo o Brasil. Ele disse em sua apresentação que os homossexuais e homens que fazem sexo com homens são onze vezes mais vulneráveis a infecção pelo HIV e Aids.

Seguindo o evento no dia de hoje, sábado, os participantes foram divididos em onze grupos. Eles debateram temas importantes como saúde, segurança pública, participação em conselhos, legislação e combate a homofobia. Como era de se esperar os debates foram voltados à prevenção das doenças de transmissão sexual, com ênfase no HIV e Aids. Keila Simpson da Associação de Travestis de Salvador (ATRAS) e Sandra Crsitina Gomes coordenadora de DST e Aids de Alagoas foram às facilitadoras do grupo que tratou do Monitoramento do Plano Nacional de Enfrentamento do HIV junto a gays, homens que fazem sexo com homens e travestis.

O grupo tratou do monitoramento local nos municípios das ações dos Planos de Ações e Metas (PAM), O Grupo fez recomendações sobre a democratização do preservativo junto aos homossexuais e mais campanhas de prevenção da doença Aids junto a população homossexual. “Existe uma banalização da epidemia acrescida da falta de cuidados e atenção básica aos portadores que agonizam em leitos hospitalares” disse Vanildo Bandeira, 57 anos, vice-presidente do Grupo Homossexual de Paulista em Pernambuco (GHP). As recomendações serão enviadas ao Ministério da Saúde patrocinador do evento em Natal.

Marcelo Cerqueira do Grupo Gay da Bahia (GGB) tratou de socializar com os participantes dos mecanismos de coleta e sistematização dos dados sobre assassinatos uma estratégia de mobilização política contra a homofobia. O GGB é a única instituição no Brasil que atua na sistematização desses dados “A idéia é incentivar que cada Estado faça a sua sistematização, algo simples e fácil de ser feito”, disse Cerqueira. A coleta de dados é feita a partir das violações e assassinatos de homossexuais que são publicados na grande mídia em todo o Brasil. Cerqueira também foi o palestrante da mesa do dia anterior. Falou sobre o tema de Educação e Cultura no Combate a Homofobia, destacou as ações interinstitucionais para o respeito à identidade. “Mesmo que pese o presidente Lula ter ido a Conferencia GLBT e segurar a bandeira do arco íris, isso não é suficiente para que os Ministérios e outras instâncias do Governo Federal melhore sua postura com os homossexuais”, disse. 

Destacou como Ministérios parceiros a Cultura e o Ministério da Saúde que já atuam na orientação, suporte e fortalecimento das organizações civis de homossexuais, criticou Ministérios como Justiça e Educação que ainda não estão humanizados nessa relação. Um dos encaminhamentos da mesa foi à indicação da Delegacia Especial de Crimes Homofobicos.

Leo Mendes que participou da sessão disse que parte da elite gay brasileira é contra a criação das delegacias especializada em atendimento a homossexuais, mas a pesquisa da Fundação Perseu Abramo de São Paulo apontou que a maioria das lésbicas e gays entrevistados disseram que a delegacia LGBT é a melhor alternativa para vencer a homofobia na base em que eles vivem, muitos deles precisaram do atendimento das delegacias normais e ao invés de vitimas se tornaram em agressores por delegados e atendentes homofobicos. O Evento segue até domingo próximo no Praia Mar Hotel na Ponta Negra quando será indicado o próximo local a ser sediado o próximo evento. Militantes do Piau e Sergipe disputam as prévias para sediar o VI Encontro. ( Marcelo Cerqueira, diretamente de Natal, Rio Grande do Norte).

 

 

 


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