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I Parada do Orgulho de Ser LGBT de Vitória da Conquista celebra diversidade
Grande público foi resposta positiva ao evento

 

Um colorido especial tomou conta das ruas de Vitória da Conquista na tarde de sábado, 17. A imensa bandeira com as cores do arco-íris, reconhecida mundialmente como o símbolo da diversidade sexual, anunciava a I Parada do Orgulho de Ser LGBT da cidade, evento organizado pelo Grupo de Lésbicas Safo com o apoio da Prefeitura Municipal. A manifestação, que teve início na Avenida Jorge Teixeira e seguiu até o Bosque da Paquera, levou milhares de pessoas às ruas e uniu o discurso político ao caráter festivo.

Além de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), a Parada teve a participação ativa de heterossexuais, simpatizantes da causa, autoridades municipais, ativistas dos mais diversos movimentos sociais e políticos, mostrando à sociedade que a diversidade sexual existe e está nos lares, nas empresas, nas ruas.

Um trio elétrico foi espaço para apresentações de artistas locais e palanque para falas que pediam a garantia de direitos para a população LGBT, respeito à diversidade e a implantação de políticas públicas voltadas para essa parcela da população. O Centro Municipal de Referência em DST/AIDS realizou distribuição de preservativos e panfletos com orientações sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Em cima do trio, o vice-prefeito Ricardo Marques reafirmou o apoio da Administração Municipal para ações que combatam a discriminação. “Vocês estão de parabéns. Conquista está se tornando, cada dia mais, uma cidade cosmopolita, democrática e aberta a essas manifestações. Que essa seja apenas a primeira de muitas outras”. O secretário de Desenvolvimento Social, Edwaldo Alves, também acompanhou o evento.

Apresentações culturais, discursos políticos- “Não pare na pista, é muito cedo pra você se acostumar”. Com a canção de Raul Seixas, bastante oportuna para a ocasião, a banda de rock conquistense Ladrões de Vinil foi a primeira a se apresentar na I Parada do Orgulho de Ser LGBT, trazendo um som irreverente que mescla covers e canções autorais. Depois, foi a vez da Manyart animar o público com muito samba e pagode. O som eclético de Danilo Kiribamba encerrou o evento.

Em meio às apresentações culturais, o cunho político da manifestação não foi esquecido. A representante da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado da Bahia/SEPROMI, Geisa Santos, afirmou que a luta contra a homofobia deve estar associada com o combate ao racismo e ao machismo. “São traços ainda marcantes em nossa sociedade. Essa luta deve ser diária e deve ser assumida por cada um de nós”, explicou.

José Mário Barbosa, membro da comissão organizadora da Parada, lembrou as principais bandeiras do movimento LGBT e destacou uma conquista: a aprovação do Projeto de Lei 122/2006, na Comissão de Assuntos Sociais da Câmara de Deputados, que propõe a criminalização da homofobia. “Ser homossexual é um orgulho. O que nos deixa envergonhado é o fato do nosso estado ocupar as primeiras posições em número de violência contra a comunidade LGBT”, disse o presidente do Grupo Gay da Bahia/GGB, Marcelo Cerqueira.

 


Importância- Para grande parte do público presente, o evento foi um marco local para a afirmação de grupos historicamente discriminados em nossa sociedade. “Essa Parada representa a liberdade e o respeito que nós devemos ter. Em Conquista ainda existe muito preconceito com gays e lésbicas e esse é um excelente momento para dar visibilidade à causa e ir pra rua sem medo de ser feliz”, avaliou o decorador Joelton Alencar.

Para o estudante Vítor Quadros, trata-se de “uma questão política, de inclusão, de reconhecimento e de garantia de direitos. Toda a sociedade deve participar, pois antes de ser gay, somos todos seres humanos e acho que é isso que importa”, observou.

Dona Anália Maria acompanhou a Parada com a filha e os netos. “Trouxe todo mundo porque acho essencial que as crianças já cresçam sem preconceito, aprendendo a conviver com as diferenças e a respeitá-las”.

Já Olga Dantas participou da manifestação junto com a companheira, Diane Farias. ”Estamos juntas há mais de dois anos e pra gente a Parada é uma grande conquista. É um passo importante que a cidade está dando no combate a homofobia”.

Políticas Públicas- “Temos todo o apoio do poder público de Vitória da Conquista, só falta a gente se organizar”, ressaltou o ativista gay Alan Kardec. Entre as ações que foram destacadas durante a manifestação e que demonstram esse apoio, estão a realização da I Conferência Territorial LGBT de Vitória da Conquista, no ano de 2008, e a inauguração do Núcleo de Direitos Humanos de Prevenção e Combate à Homofobia, no mês de março deste ano.

“Vitória da Conquista é pioneira na Bahia, por ser a única cidade do estado a ter um núcleo deste tipo, um espaço que está aberto para toda a população e pretende interagir com a sociedade e realizar um trabalho de educação popular. Garantir os direitos humanos é um princípio dessa gestão”, afirmou o coordenador do Núcleo de Promoção da Igualdade, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Afonso Silvestre. Para ele, o primeiro resultado de uma manifestação como a Parada é a visibilidade. "Pemitir que as pessoas vejam , que a comunidade LGBT tenha oportunidade de se mostrar, se colocar e de afirmar sua condição e seus direitos”, completou.

A I Parada do Orgulho de Ser LGBT marcou também o encerramento de uma série de atividades que foram realizadas em Conquista, na última semana. Além de uma mostra de filmes, o Seminário “Respeito à Diversidade”, debateu temas como cidadania, políticas afirmativas, extermínios motivados por racismo e homofobia e união estável entre pessoas do mesmo sexo. Um documento com sugestões de políticas públicas nas mais diversas áreas, voltadas para a população LGBT, foi elaborado durante o seminário e será encaminhado à Administração Municipal. (Da Ascom - PMVC em 19.04.2010)

 

 

 

 


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