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É um absurdo

GGB protesta contra abordagem de policiais militares na Barra
Editoria local Salvador, Ba, 2/03/2010 19HS


Ponto de encontro gay - O Farol da Barra ao lado direito da foto tem sido local de frequência gay na paquera ao longo dos anos. Policiais da 11 Cia de Policia do bairro vem realizando abordagem inadequada aos visitantes, denuncie e saibda que isso não é crime.

 

 

O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu na noite de uma denúncia da ação violenta e homofobica praticada por policiais militares, lotados no 11 Companhia de Policia da Barra, sob o comando do Tenente Coronel Marconi do Nascimento, responsável pelo policiamento do bairro. Na denuncia os policias abordam de forma brutal a homossexuais que vão namorar atrás do Farol da Barra. Eles são humilhados, violados e fichados na Delegacia Civil do Bairro, ainda acabam ouvindo sermões homofobicos e palavras de baixo calão proferidas pelos policiais sob o comando do Tenente Marconi do Nascimento.

O GGB na tarde de hoje enviou carta ao Comando Geral da Policia Militar da Bahia e para o diretor do Departamento de Policiamento da Capital (DEPOM) da Policia Civil solicitando que seja imediatamente apurada essa denúncia. Segundo informação de um homossexual que já presenciou horrorizado uma das abordagens dos policiais sob o comando do tenente coronel Marconi do Nascimento tem causado além do constrangimento da abordagem, situações de agressão, lanterna nos olhos das pessoas, tapas na cara, empurrões e condução das pessoas a Delegacia Civil da Barra para enquadramento. “Ele deveria centrar a sua energia nas rondas noturnas na Barra, que ficar reprimindo gays que vão namorar nas paredes e nas pedras ao fundo do Farol, lugar lindo e aprazível para isso também”, disse Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.

Não é de hoje que gays buscam lugares ao ar livre e pouco visíveis para essa finalidade  o Farol da Barra é um território que registra essa freqüência a mais de cinqüenta anos.  O professor Ricardo Liper da Universidade Federal da Bahia (UFBA), autor da tese de mestrado O Desperdício do Sêmen pela mesma Universidade acredita que a procura por locais ao ar livre para possíveis caricias homoerotcas é parte da repressão a uma forma de sexualidade perseguida.  “É a repressão que faz com que as pessoas procurem locais pouco visíveis para exercerem a sua sexualidade”, acredita o professor.

O professor ainda faz referencia a outros espaços no mundo destinado a essa finalidade de carinho, namoro e paquera em nações democráticas de fato. “Em uma saciedade que pretende ser democrática os poderes públicos deveriam criar locais públicos como parques e praças onde a policia daria proteção em invés de espancar e torturar”, continua o professor “Não é nenhum absurdo que em nações mais civilizadas do mundo e realmente democráticos, coisa que não somos ainda, como a Dinamarca, Holanda criarem praças apropriadas para isso com a segurança da policia pública protegendo e não espancando”, conclui. O presidente do GGB Marcelo Cerqueira acha louvável a opinião do professor e acrescenta ainda. “Isso deve ser entendido como um direito que as pessoas têm de obter prazer sexual, independente da opinião de qualquer um policial com vocação sádica que busca gays como bodes expiatórios para exercer essa patologia”.

O GGB solicita a todas as pessoas que foram vitimas desse tipo de agressão enquanto namoravam atrás do Farol da Barra que procurem a entidade ou a própria Policia Militar e façam a denúncia. O Farol da Barra é um lugar pitoresco, agradável e esse namoro por homossexuais não constituem nenhum delito ao atentado ao pudor.

A entidade acredita que por ser um local pouco visível e distante da circulação de pessoas deveria ter atenção especial da Policia para que essas pessoas que vão trocar caricias, mesmo algumas mais picantes não sejam assaltadas por marginais que podem aproveitar o enlaçamento dos casais para praticar assaltos e atos de violência. Veja o teor da carta clicando AQUI.

 

 

 

 


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