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Agora mais que nunca, precisamos lutar!

por- Marcelo Cerqueira,presidente do GGB.

Aos poucos estamos voltando ao curso da vida quase normal, quase porque gay lésbica e transexual, não têm vida muito normal mesmo, é muito basfonds, agitação, perseguição e badalação.  Como o tempo não pára, estamos voltando da agitada vida mundana de candidato para o aconchego do lar, da família, arrumando a casa, colhendo flores, reatando os amores. Mesmo, que não tenha sido assim, porque já corri cinco estados da federação imediatamente as eleições, este é o modelo de vida que quero me dedicar pelo ao menos uns meses.

Ainda estamos fazendo o balanço das eleições 2004, o baque. Quero
agradecer aos eleitores que apostaram em nosso projeto cidadão e continuarão apostando sempre que preciso for. Aqueles que não entenderam o grande barato da nossa vitória, não acreditaram paciência. Perderam a oportunidade de apressar o passo de nossa história, oh! Talvez por má fé, medo, homofobia interna e alienação. Já dizia o poeta "Quem perdeu o trem da história, por querer saiu do juízo sem saber, foi mais um covarde a se esconder, diante do novo mundo..." Mas, outros outubros virão, muitas manhãs, muitos invernos e muitas primaveras, muitos amigos e a esperança sempre
renasce.

Melhor, Esperança sempre está lá, firme, forte impávida, nunca morre.  Esperança manda um abraço e agradece aos 4.839 amigos sinceros, rentes iguais a pão quente. Imagine Esperança, essa multidão batendo palma, gritando, na rua é muito barulho, e é mesmo, sem dúvida.Temos muito barulho para fazer, porque são muitas as incertezas para esses próximos quatro anos. Aumentou o número de conservadores na Câmara e para nós homossexuais, negros e feministas constitui-se como uma ameaça a tudo aquilo que entendemos como liberdade, garantia e manutenção de direitos
adquiridos na luta incansável por inclusão social em nossa cidade
marcada por tantas desigualdades.

Temos um grande desafio que é levar as nossas demandas minoritárias para esse novo cenário político-social que se instala na cidade. A Parada do Orgulho Gay, o Concurso de Fantasia Gay, o Centro Social e Comunitário para Gays, Lésbicas e Trans, mais verbas para o combate à aids e assistência as pessoas que já são portadoras do vírus, regulamentação e criação de novas leis que garantam os nossos direitos de cidadania. Apresentar todas essas questões em um ambiente adverso, só através de uma reação corajosa que deverá ser tão eficaz quanto mais politicamente for organizada com a participação efetiva de todos, inclusive daqueles que permanecem
anestesiados pelas seduções individualistas. Acima, enumero algumas
questões inerentes aos homossexuais, mas a nossa luta vai mais além da defesa desta população é uma guerra incontestável na defesa da liberdade a nossa luta é igual qual fazer barba em leão e parto em onça.

Só assegurando exercício pleno da cidadania de todos é que Salvador vai deixar de ser a fingida e dissimulada capital da alegria, porque "somos nós, a alegria da cidade" e sem nós não tem alegria certa. Nós somos a cor, o toque especial, o diferencial deslumbrante, a festa, o banquete, a cidade somos todos nós. Nesse momento a cerne de nossa luta deve ser pela manutenção e defesa do Estado Laico em oposição ao conservadorismo reacionário das forças religiosas em franca ascensão nas centrais de decisões políticas. Estas forças reacionárias mesmo que divergentes entre si, mas ligadas quando as nossas bandeiras viram matéria de debate político, elas se unem de todas as maneiras contra nós.  

Agora mais que nunca precisamos fazer um tremendo esforço para que possamos nos entender e nos apoiar mutuamente, contra esses opositores. É preciso colocar toda a nossa energia na busca da ocupação de espaços de deliberações políticas. Precisamos ocupar as centrais de decisões, o legislativo, municipal e estadual, o executivo, o judiciário. Todos os espaços. O processo de sucessão dos próximos anos já se instalou, já é real. Temos de colocar muita energia para fazer constar as nossas demandas na agenda do dia. Temos de buscar eleger políticos comprometidos com as nossas bandeiras de lutas, melhor temos de eleger homossexuais para defender nossa bandeira, porque só que é de fato pode sentir a dor da opressão do preconceito e da discriminação covarde. ( Salvador, outubro de 2004)

Marcelo Cerqueira
Presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB)

 

 

 


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