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Jovens Representam 40% das Novas Infecções por HIV no Mundo

 UNAIDS  lança relatório de 2006 sobre a situação da aids no mundo e alerta sobre o aumento da aids entre os jovens

Brasília, 21 de novembro - O Relatório Epidemiológico do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) será lançado hoje, 21 de novembro às 14h no Auditório Emílio Ribas no prédio do Ministério da Saúde, ressaltando o crescimento da aids entre os jovens. O AIDS Epidemic Update 2006 traz dados da situação mundial da epidemia, analisando os desdobramentos da aids e as tendências em cada região do mundo. Pela primeira vez o UNAIDS e o Programa Nacional de DST-AIDS farão um lançamento conjunto com a participação das autoridades de ambos Programas.  O representante do UNAIDS no Brasil, Laurent Zessler, apresentará os dados mundiais e Marie-Pierre Poirier, presidente do Grupo Temático das Nações Unidas sobre HIV/Aids e representante do UNICEF, comentará os aspectos mais relevantes do Relatório. O governo brasileiro apresentará os dados nacionais durante o evento. O Ministro da Saúde, Agenor Álvares, relatará os números e a diretora do PN-DST/Aids, Mariângela Simão, analisará os dados.

O relatório chama a atenção para o forte crescimento do número de novas infecções entre jovens. Pessoas entre 15 e 24 anos respondem por 40% dos 4.3 milhões de novas infecções em 2006, ou seja, 1 milhão 720 mil. Na Rússia, situada numa região com um dos mais altos índices de expansão da epidemia, 80% das pessoas que vivem com HIV têm menos de 30 anos. “Na Declaração de Compromisso sobre HIV/Aids de 2001, os jovens foram citados como um dos focos principais de preocupação da ONU. Muitos avanços têm sido feitos para a prevenção entre jovens em diversos países com altas taxas de prevalência e esforços em direção ao acesso universal têm sido ampliados”, explica Laurent Zessler. Houve aumento do uso de preservativos durante relação sexual com parceiros não-regulares em Camarões, África do Sul e Tanzânia, por exemplo. Os adultos respondem por 3.8 milhões das novas infecções enquanto as crianças abaixo dos 15 anos correspondem a 530 mil.

Os dados demonstram avanço do número de casos e crescimento das mortes por aids. Um total de 39.5 milhões de pessoas vivem com HIV/aids no mundo em 2006. 63% delas vivem na África Subsaariana. Dos diagnósticos positivos 37.2 milhões são adultos, 17.7 milhões representam mulheres (maior número de mulheres até hoje reportado) e 2.3 milhões referem-se a crianças com menos de 15 anos. As mortes por aids somam 2.9 milhões: 2.6 milhões são adultos e 380 mil, crianças.

Na América Latina, a epidemia se mantém estável. 1.7 milhões de pessoas vivem com HIV/aids na região. O número de novas infecções chega a 140 mil e 65 mil pessoas perderam suas vidas em decorrência da aids. Uso de drogas injetáveis e sexo entre homens sem preservativo são as causas mais importantes de infecções em diversos países da América Latina. A combinação entre prevenção e tratamento, como ocorre no Brasil, mantém a epidemia sob controle. “O Brasil têm um eficiente sistema de vigilância epidemiológica, por isso os dados relacionados à epidemia da aids são bem fundamentados e, portanto, registrados no relatório internacional”, explica Laurent Zessler. O Relatório do UNAIDS também indica que as pessoas que vivem na pobreza e com baixo índice de educação formal são as mais vulneráveis ao HIV no Brasil. Além disso, aponta que cresce o número de mulheres infectadas no país e as brasileiras entre 25 e 39 anos são as que mais fazem o teste. "Nos últimos anos, a epidemia mudou. Há novos grupos que se tornam mais vulneráveis, as mulheres, os negros, e os adolescentes e jovens. Os esforços de prevenção também precisam se renovar, voltar-se para esses grupos e fortalecê-los, sem estigmatizá-los. Nosso desafio é usar as múltiplas lições aprendidas para trabalhar com novos grupos, estando sempre um passo à frente do vírus.", lembra Marie-Pierre Poirier.

 

 


 


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