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Dr. ABELHA, Carla Cristina " A danadinha do negão"

Qual é o seu tipo de "idola" superpalpitosa? e o meu?

Homenagem descaradinha à Rainha Lindinha da nossa Love Parade 2005
Pelo patusco Dr. Albergaria*


1. Abelhudando a vida das moças...


As estrelas do nosso Axé-Star-System que viraram superpoderosas de verdade são aquelas superexibidas que se revelaram mestras, sobretudo, na criação de um certo tipo de personagem mundano fortemente sedutor.

Nenhuma destas estrelonas lindonas podendo deixar de "fazer tipo", de encarnar tal ou tal provocativa versão de "persona sexual" tropical ou baianamente caliente...Tornando-se tão mais famosas quanto melhor representam uma certa imagem de "mulher objeto" adequado ao imaginário machulino local, ou já mesmo nacional e global.

Ora, como cada uma dessas superproduzidas deusas pós-modernas concentra toda a paixão de um segmento superexigente de público (masculino e feminino, tanto hétero, quanto gay ou "qualquer coisa"), é evidente que não há unanimidade possível.

Muito pelo contrário! Pois é justamente o prazer de adorar a sua diva ("divina-maravilhosa!") e abominar suas rivais ("fulustrecas fuleirosas!") que faz a alegria do fã babão. Assim, cada fanático admirador termina se tornando parcialíssimo em seus julgamentos morais, sentimentais e carnais...Tão mais abusado quanto mais abrasado! Ou despeitada...

Logo, a maledicência nascendo naturalmente no linguarudo combate que travam as superexcitadas multidões dos adoradores desta ou daquela das nossas consagradíssimas "ídolas" (já no contexto da idolatria pós-moderna promovida pelas tevês, bandas, blocos, gravadoras etc.).

Portanto, foi balançando nesta deseixada gangora -- e privilegiando descaradamente o gosto da sua fuxiquenta corriola da Praia do Cantagalo -- que um folião abobalhadão (já mentalmente excitadão?) gatafunhou esta palhacenta arlequinada. Aproveitando a oportunidade que dá a proximidade do Carnaval (tempo suspenso de liberdade libertina) aos arengueiros da terra para se consolarem em suas espichosas semvergonhices letrudas. Também os Cabeções da Universidade estando liberados para gozar a vida (só pelas beiradinhas?) nestes poucos alegres dias em que a Senhora Dona Bahia Bahia enfia a calçola da cabeça...

Daí o fato deste treloso aproveitador ter tomado a ózadia de transformar algumas das mais superbadaladas personagens da cena carnavalesca baiana em objeto das suas graças... E outras em vítimas das suas pícaras pirraças!

Certamente, o Dr. Albergalhão (o abelhudíssimo Dr. Abelhão?) é um fogoso varão que deseja uma delas (aqui mimadíssima!) muito mais que as outras. Mas este mesmo chifrudo putoso (putão-idoso) é também uma Bela Alma cristã que, no fundo, ama todas as lindinhas (bem ou mal-faladinhas pela Boca do Mundo) com o mesmo puro coração. Pode acreditar, mascarado leitor, meu farsante semelhante...

2. Senhoras donas consagradonas. E outras tipas da hora...


Uma repórter xereta de uma respeitável rádio pergunta quem seria, nos últimos Carnavais, a cantora sexy-symbol mais sedutora, a tipa mais provocativamente alvoroçante da raça rúin dos pirigueteiros da Cidade Broxa, digo, Cidade Baixa. A voz da razão antropológica (ou já da paixão piriguetológica?) ufbaiana responde:

Certamente não seria uma figurona-carimbadona, assim, do tipão da prima-dona Madame Mercurypsilone. Pois as divas mais superpoderosas do seu pavoneante calibre já estão ficando meio sem-graça de tanto fazer pose de Grandes Damas em meio a tamanha luxaria showzeira & camaroteira...

Além de ficarem botando a maior banca naquela discurseira "politicamente correta" sem fim (mesmo quando algumas ganham um dinheirão como chamarizes encalçoladas das multidões dos biriteiros-cervejeiros-xixizeiros). Lorota...

E as novidades da rouparia féxon-frescurista-paulista & do cabelão vermelhoso de certas divas tiradas-a-classudas ? Tudo fita! Só vão excitar, mesmo, é a inveja da peruada afetada, cheia de chiquê, dos camarotes! Ou alimentar a babação dos rapazes alegres dos Mascarados (“francisquinhos” não raro amuados com o babado incubado da Adorete que pagam para seguir...).

Tampouco a rainha das minhas fantasias libertinas momescas seria uma molecona do "tope" de dona Piriguetona Vevetona... Pois, embora as Pombas Giras Ciganas desta salientíssima falange tenham umas carinhas deliciosamente espevitadinhas e descaradinhas, são, em geral, meio mal-comidinhas, coitadinhas: costumam ter um corpitcho muito sequinho, com aqueles lombinhos chochinhos que não chegam a atiçar nem uma mordidinha libidinosinha de um taradinho mais embiritadinho...

Algumas dessas magrelas só lembram, de cara lavada, é a feição de meninonas traquinonas (destabocadonas mesmo...). E quando semelhantes gaiatas sirigaitas cantam -- chacoalhando as mãozonas futuquentonas & sacudindo as canelinhas endiabradinhas -- ficam parecendo mais umas piabinhas estrebuchando na ponta do anzol...

Piabinhas alegrinhas, apenas boinhas pra tira-gosto picante... Mas não boonas mesmo -- como uma moquecona de peixão-rabudão-gostosão (neste caso, lembrando o polpudo tipo popular da boazuda "fogão de 6 bocas", tão ao gosto dos glutões cá da Cidade Baixa).

E suas priminhas "clonadinhas", do careteiro-tipinho-faceiro daquela donzela (já uma senhorinha?) chamada Gilmelândia? Nada de mais também, pois essas outras molecotas-de-corpinho-chupadinho-e-carinha-de-fuinhas fazem um gênero de maluquete-simpatiquinha-saltitante que só atraem mesmo é meninão bocozentão & velhinho xexelentinho! Ótimas sujeitas que, igualmente, não convencem como objetas-sequissuáis (furunfacionais?).

Apenas funny faces, artimanhosinhas pixaninhas que não conseguem deixar um gatão (gatoso?) heterão bom-de-bico -- como eu, o leitor ou o marido da vizinha -- embeiçadão como o cão!

Sem falar em certas lourinhas lambidinhas, que lembram o tipo Claudinha & Assemelhadas... Umas têm até umas pernocas rechonchudinhas -- mas o rostinho é de leite desnatado aguado! Algumas têm mais jeito é de freirinhas coxudinhas se esbaldando no karaokê do piquenique do Convento (o vinho do padre fazendo milagre!). Fiteirinhas engraçadinhas, só, como tantas outras sobrinhas amarelinhas de tia Sarahjane...

Também tem outra bruxinha fiteirinha mais novinha que entrou, agora, no lugar de uma bruxona mais velhusca (já recolhida ao templo das musas já mudas que é o Museu) -- uma não-sei-que-diga-de-não-sei-que-nome, de cabelhão espalhafatosão, com cara de exua mal-despachada... Arrenego!

Entre mil-e-uma outras vedetinhas tontinhas mais "fraquinhas" (como dizem os Brocões, que preferem as Miseravonas Poderosonas). A maioria apenas bonitinhas & jeitosinhas -- eternas aspirantes à condição de "revelação" da hora, atuando numa Mega-Feira de Vaidades superconcorrencial... E todas tendo que rebolar conforme a musiquinha que anima nosso onipotente capitalismo festivo: muito axé pra você, muito jabaculê pros amigos e muitíssimo caraminguá pros donos da festa!

3. A danadinha do negão -- e deste pícaro brancalhão de alma nigrinha!


Ora, a melhorzona mesmo do pedaço -- que se destaca entre tantas sacudidas tipas -- é a fricoteira da Carla Cristina. Belezoca que é o xodó dos putões ousadões da minha galhuda, digo, galharda igualha! Louquinhos pra passar talquinho na bochechinha mimosinha dela! Ai mãinha!

Carlinha já está um mulherão, saracoteando suas carninhas bem fofinhas, rolicinhas e coradinhas toda radiante -- com aquele dengo negaceiro da morena tropical "que tem-sexo-na-cara". Mocetona danadona que vai arrastando nossos olhões pidões, "botando pressão" até no furinho das orelhinhas mais libidinosinhas (incluisive das bolachinhas lindinhas...). Palpitosa pra chuchu!

Chuchuzinha dengosinha, toda prosa... Dona de uma beleza brejeira periguetosamente irresistível -- seja se lascando na zoeira axezeira ou pagodeira, esculhambando no arrocha ou no afrócha! Moreninha (quase uma cabrochinha) miseravona que vai deixando as multidões de putões espicaçadões por qualquer borocotó que passe. Cabritinha cheirosinha fazendo toda a bodarrada chifrudona (e fedorentona, mamadona etc.) da nossa espiritada Cornolândia Carnavalesca berrar méee!

Uma bochechudinha-popozudona que merecia virar a musa inspiradora do curingoso Renato Féquissinho – sobretudo depois que ela se tornou a Rainha Lindinha da Love Parade baiana de 2005! Parada gay que tanto deixou espicaçada a abundosa imaginação libidinosa de Renatinho -- nosso mais desmarcadamente inteligentão & lindão puêta-do-rádio, um gênio alienígena já devidamente abaianado...e amacharado pelas beiradas. (Embora esse bodoso rei das nossas cantorias porno-poéticas precise escolher melhor suas princesas, pois, atualmente, só verseja pra se dar bem com as escopeteiras mais dadeiras da Federação: "tem que Feder-a-cão pra eu ficar enrabichadão", como canta o cabrão, digo, o cachorrão...).

Bem-amada (mal-cantada?) toda risonhinha que merece até noivar com um tipo apaixonadão bem sério como eu, outro chifrudão todo babão! Aliás, a calunguinha lembra muito uma paixão recolhida de outros Carnavais mentais -- é a cara daquela sonsinha-cheirosinha-fantasiadinha-de-odalisca que, no século passado, seduziu & abandonou tão cruelmente este Enrabichado-Doutor-Miado...que hoje parece até confundir os nomes, as imagens e os tempos aqui (de tão espiritualmente excitado que está?).

Entretempo, a formosinha apetitosona deveria ir logo amostrando todos seus ricos dotes extra-musicais, também -- inclusive arrepiando a macharada como capa de revista-de-moça-bonita-descalçolada... Urgentemente!

Nem que pra isso seja preciso algum velhusco patusco ressuscitar a galante revista Playbairro do finado Ravengar! Ou patrocinar (mas com a grana do nosso enxoval?) seu desfile por toda essa cidade fodiona, digo, foliona, vestidinha de índia tupinamboa, como no ano retrasado. Dona Carlotinha sassaricando toda radiante em cima de um triozão porradão como o Megalove, seguido da carretona do Transmamãe transbordando de fanzões taradões... História da superdotada dadivosa deixar cornilhões-e-mais-cornilhões de macharrões foliões bem alucinadões, gulosões embiritadões de água na boca...

Mas só até o dia do nosso lindo casamento, em breve... E queira Deus (ou atente o Capeta?) que já estejamos bem enxodozados na patuscada do próximo Carnaval! Um casalzinho bem grudadinho -- matando de inveja todos os chifrudinhos chués da avenida, tirando onda com os "salta pocinhas" descaradinhos dos Mascarados, borboleteando alegremente da xixizenta Praça Castro Alves até o coração vadio da minha querida Massaranduba bozozeira & pirigueteira.

Pirilampeando nosso love na maior picardia -- mas sem luxismo, nem birinaitismo, nem ózadia demais: ainda que terminemos a noite encarapitados no geringonçado minitrio Malassombrado, acompanhado do carrapichoso Arrastão dos Putões lá de Periperi... Ou sassaricando já na quarta-feira enroscadinhos atrás do Jegue-Trio mesmo, quando não na rabada do bloco-moquequinha da Rolinha Cansadinha...

De resto, sem dar a mínima bola pras donas aí da Cidade Alta – especialmente as dedudonas das gazetas & as linguarudonas das rádios (igualmente calçoludas metidas-a-besta!): pois o que vale mais (que a triste realidade) é o amor fantasiado, eternamente alegre enquanto dura essa extraordinariamente fantasiosa Reinação da Esculhambação que é o Carnaval baiano...


* O Doutor Albergaria (fora da Patuscada, no aporrinhante resto do ano) é um virilíssimo membro do sapientíssimo Depto. de Antropologia da UFBa – e troféu-mala de abelhudismo na mídia provincial. Um varão descaradão que a-d-o-r-a freqüentar esta sauna virtual, embora seja chegadíssimo numa rachadinha danadinha! Acha graça, mas não desfruta daquela frutinha rolicinha que é a preferida dos seus alegres amiguinhos, por demais gulosinhos..

Carla e Marccelus

 

 

 

 


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