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A Aids não é mais aquela

"...urgem ações de combate ao HIV e à Aids que sejam vinculadas ao combate à homofobia e resgate da cidadania da população de homossexuais e bissexuais."

MARCELO CERQUEIRA*

                                                          
SALVADOR,BA. 1/12/06 - Todo dia deve ser de combate à Aids. Mas hoje é especial, porque a prevenção deve receber uma mãozinha de todos.
                                                          
A doença mexe com a gente porque está ligada à sexualidade. Hoje, a Aids não mata como antigamente.
                                                          
Passou a ser crônica e tratável com as novas drogas. Mesmo assim, ninguém quer ser portador, claro. Então a prevenção, usando a linguagem e modo de vida de cada grupo social, é importante como forma de conter o avanço da epidemia.
                                                          
O tema da campanha do Ministério da Saúde, A vida é mais forte que a Aids, apresenta pessoas comuns, homens e mulheres, que vivem bem com o vírus no corpo, trabalham, amam e têm vida normal.
                                                          
A idéia é boa, busca protagonizar pessoas que em outras épocas não tinham coragem de mostrar a cara. Hoje, a Aids não é mais aquela, olha a cara dela, é isso que a campanha do Programa Brasileiro de Aids que mostrar à população.
                                                          
Essas pessoas ajudam diretamente a combater o preconceito, os estigmas e a discriminação que envolve a doença por meio da informação direta.
                                                          
Mesmo que se pese a facilidade do tratamento, ainda temos o desafio de encontrar a cura para aqueles que foram infectados e a vacina para evitar novas infecções. Enquanto isso, é importante ser fiel à camisinha, a melhor maneira de prevenir, em particular os homens. A Bahia cha-ma atenção por dados epidemiológicos acumulados e preocupantes. Dos 10.999 casos registrados, 7.224 são indivíduos do sexo masculino, para 3.775 mulheres.
                                                          
Esses dados indicam a importância de falar para os homens que usar camisinha é bom durante porque prolonga o prazer, depois pela tranqüilidade e assepsia dos copos. Vale para homens predominantemente gays, bissexuais e para homens que fazem sexo com outros homens e que eventualmente ou sempre também fazem sexo com mulheres.
                                                          
Fala-se sempre em usar o preservativo, mas o certo mesmo é que muitos homens não usam preservativos e usar é uma decisão masculina. Na hora do sexo, o ato de usar a camisinha demanda de muitas situações subjetivas, que partem da análise física do corpo do outro à excitação em si. Os homens solteiros abdicam com mais facilidade do uso e não estão presos a ninguém, diferentes dos casados, brincam usando na rua, mesmo que eventualmente, e liberam em casa.
                                                          
Para homossexuais, a situação é por demais difícil.
                                                          
A homofobia interna dos mesmos e a intolerância da sociedade em geral, as interdições que os gays enfrentam no cotidiano fazem com que eles acabem em relação ao sexo entrando em um processo de desrepressão de forma selvagem, extravasando pelo viés sexual. Deste modo, urgem ações de combate ao HIV e à Aids que sejam vinculadas ao combate à homofobia e resgate da cidadania da população de homossexuais e bissexuais.

Marcelo Cerqueira, Presidente do Grupo Gay da Bahia - GGB, Membro da Executiva do Partdo Verde da Bahia.

 

 

 


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