Mais polêmica sobre a presença dos gays no Crocodilo
Salvador, Bahia, 8 de março de 2007 – Reacende a polêmica sobre o comportamento dos homossexuais no Bloco Crocodilo da Rainha do Axé, Daniela Mercury que nesse carnaval de forma natural atraiu muitos casais de gays e motivados pela alegria do carnaval da Bahia promoveram um festival de beijos. O site Terra divulgou os beijos para todo o Brasil, agora os casais fotografados estão solicitando ao site que retire as fotos do ar, imediatamente.
Na noite de ontem 7/03 o professor Marcelo Cerqueira presidente do Grupo Gay da Bahia recebeu uma ligação em seu celular com a indicação de privado, isto é sem aparecer o número de quem estava ligado. Do outro lado da linha estava um dos rapazes que foi fotografado pelo site Terra. O moço se mostrava indignado, não com o GGB, mas com site Terra que colocou suas fotos na internet e por isso vem sofrendo retaliações e preconceito por conta da exposição pública.
O moço o qual não se identificou disse que já fez inúmeros contatos ao site para que procedesse a retirada das fotos da matéria, sem sucesso. Ele ao telefone demonstrou interesse em mover uma ação na justiça contra o site. O site do Grupo Gay da Bahia reproduziu com os devidos créditos as fotográficas dos casais, mas por entender as decisões pessoais de cada um o GGB optou por retirar a foto do casal e a outra para evitar que os mesmos sejam constrangidos por pessoas malvadas. Deixamos na matéria que foi ao ar no dia 5/7 uma foto de 150X94 tamanho menor a qual indica o assunto.
Esse tipo de implicação ainda é muito comum na cena gay do Brasil. Se por um lado a imprensa GLBT precisa de imagens para reafirmar o nosso estilo de vida, por outra essa mesma imprensa enfrenta uma grande dificuldade em encontrar pessoas que se disponha a quebrar as barreiras do preconceito e se mostrem de forma natural à sociedade. Essa situação delicada dificulta na afirmação da identidade da comunidade homossexual brasileira. “Os sites e revistas destinadas aos GLBTS existem para promover e afirmar uma identidade de grupo, mas a clandestinidade que muitos homossexuais estão submetidos, não por opção, dificulta o trabalho da imprensa GLBT” alerta o professor Marcelo Cerqueira. “Só existirá uma identidade de grupo forte e consolidada quando todos de forma livre saírem do armário em sua vida cotidiana e não somente em dias de festa” completa o ativista homossexual.
A parte os artistas e aqueles que trabalham na noite ou para a população GLBT expor a figura de gays e lésbicas comuns, trabalhadores, gente simples que não sejam artistas tem se constituído um dilema para quem fotografa e para quem é fotografado. Muitas casas noturnas, por exemplo, não permitem a entrada da imprensa GLBT nos seus espaços alegando privacidade de seus clientes.
Para maiores informações (71) 3321 1848- (71) 9989.4748 |