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cabeleireiro é amarrado e enforcado em casa no DF
Por Marcelo Cerqueira com informações do Correio Braziliense
BRASÍLIA, DF - 11/04/09 - Um homem de 56 anos foi encontrado morto, amordaçado e com a cabeça envolta num lençol, no interior do apartamento onde morava, no Paranoá, no fim da tarde de ontem. Ele também tinha os pés e mãos amarrados por fios, usados para estrangulá-lo, segundo os investigadores do caso. A vítima trabalhava como cabeleireiro em um salão de beleza localizado na Quadra 27 da Avenida Comercial do Paranoá. Não tinha mulher nem filho. Grupo Estruturação LGBT vai acompanhar o caso em Brasília O Grupo Estruturação LGBT de Brasilia teve conhecimento do acontecimento através da imprensa. Welton Trindade da organização informa que um dos advogados que presta serviço para a entidade vai acompanhar o caso."Com a confirmaçaõ da orientação sexual homossexual ou bissexual da vítima, será incluso no Indicador Cinza, nosso índice de acompanhamento de punição de crimes contra LGBT" declarou Trindade. Bahia registra quinto caso esse ano Com o assassinato do homossexual Nilson da Silva Dórea, 48 anos morado a Rua Afonso Peixoto no bairro de Itacaranha, Subúrbio Ferroviário de Salvador sobe para cinco os crimes contra homossexuais na capital baiana somente esse ano. De acordo com informações da Policia Civil da Bahia a vitima apresentava ferimentos feitos por um objeto cortante no pescoço. A Policia ainda não tem pistas do criminoso. Com o assassinato do cabeleireiro de Raimundo Nonato em Brasília sobe para 47 o número de homossexuais assassinados no Brasil de acordo dados divulgados pela imprensa brasileira. O GGB tem acompanhado a evolução destes crimes desde o ano de sua fundação em 1980. Em parceria com a Universidade Estadual da Bahia e Ministério da Saúde um projeto busca catalogar e desenvolver uma analise mais apurada da violência contra homossexuais em todo o Brasil. Compõe o grupo de pesquisa os antropólogos Marco Antonio Martins, Osvaldo Fernandez, Luiz Mott e o urbanista Erico Nascimento. A partir do material catalogado pelo GGB eles irão identificar e propor soluções para diminuir o impacto da homofobia no Brasil.
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