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David Sanchez (foto) da ala esquerdista do Partido da Revolução, que apoia no Congresso os homossexuais. |
Cidade do México - A Cidade do México aprovou as uniões civis entre homossexuais ontem, legalizando parcerias gays pela primeira vez no segundo maior país católico do mundo.
A assembléia municipal da capital, controlada por legisladores de esquerda, aprovaram a medida por 43 votos a favor e 17 contra, enquanto centenas de pessoas protestavam do lado de fora do edifício.
O congresso local, no Estado de Coahuila, fronteira com o Texas, iniciou debate similar para legalizar uniões civis entre gays nesta semana. ´Estas reformas serão como uma bola de neve que ninguém conseguirá deter´, disse David Sanchez da ala esquerdista do Partido da Revolução Democrática, um dos poucos congressistas abertamente gays daquele país.
As medidas aprovadas na Cidade do México e discutidas em Coahuila são baseadas no código civil francês e dão direito de propriedade, pensão, herança e direitos familiares. No entanto, não permitem casamento ou adoção de crianças.
Fora da assembléia, ativistas gays com bandeiras nas cores do arco-íris e oponentes cristãos trocavam farpas.
´É anti-natural. Eles estão indo em direção a algo que é contra a humanidade. Sociedades sempre caíram em decadência quando se permitiu a homossexualidade e a ruptura da família´, disse o opositor Humberto Muniz.
As autoridades da Igreja Católica no México condenaram a união gay. Quase 90% dos 107 milhões de mexicanos são católicos e grupos evangélicos conservadores estão ganhando peso no país. Apenas o Brasil tem mais católicos que o México.
PARADA GAY - A parada do orgulho gay de Jerusalém, condenada por líderes religiosos conservadores e pelo Vaticano, será realizada hoje no estádio esportivo de uma universidade por ´questões de segurança´.
´A decisão foi tomada depois de um acordo entre a organização homossexual Open House e representantes da comunidade judaica ortodoxa´, disse à rádio do Exército ontem o chefe da Polícia local, Moshe Karadi.
A Polícia havia informado na noite de quarta-feira que a passeata - adiada duas vezes - provavelmente seria novamente adiada devido ao estado de alerta elevado depois da ameaça de militantes palestinos de retomar os ataques suicidas. Diario do Nordeste, 12 de novembro de 2006.
E-mail do deputado: david.sanchez@congreso.gob.mx
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