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Conferência GLBT da Bahia

Tenente Ìcaro Ceita presta depoimento na Corregedoria da Polícia Militar em Salvador, oficial diz sofrer assédio moral

Por Redação MARCELO CERQUEIRA

Tenente Ícaro Ceita na tarde de hoje na Corregedoria da PM na Pituba.

Abaixo com bandeira do movimento GLBT na Parada Gay da Bahia em 2008.

SALVADOR, BA, 06/03/09 - Mais um capítulo da história do oficial da Policia Militar da Bahia tenente Ìcaro Ceita aconteceu na manhã de hoje em Salvador. O tenente que estava em Porto Seguro onde tem residência viajou com destino a Salvador na manhã de ontem com a finalidade de hoje às 10Hs se apresentar ao major Leal da Corregedoria da Policia Militar na Rua São Paulo no bairro da Pituba.

A sindicância teve a finalidade de apurar duas denúncias encaminhadas pela Ouvidoria do Estado dirigidas contra o tenente Ceita. Uma denuncia anônima partiu da região de Porto Seguro, onde o tenente depois de formado foi servir no comando de tropas, inclusive em Belmonte.

A outra denúncia partiu de Salvador, postada em 26 de julho de 2007 por Vinicius Alves da Silva, 19 anos qual na condição de auxiliar na organização da I Parada Gay de Porto Seguro. Silva no documento a Ouvidoria alega que saiu da organização do evento por não concordar com a condução de Ceita. A partir daí conforme o documento ele diz estar sendo perseguido pelo tenente para que o mesmo forneça uma senha de acesso à internet que estaria em poder de Silva. Silva diz que freqüenta os mesmos espaços homossexuais onde Ceita circula ao exemplo de um bar no Rio Vermelho por nome de Babalotin, qual pede segurança policial para garantir sua proteção de vida.

Também em outro documento mais recente aparece o nome de um menor emancipado de prenome nome Lucas, qual teria tido problemas em Porto Seguro por ocasião da realização da Conferência GLBT regional. Todos serão ouvidos para prestar esclarecimentos ao Corregedor da Policia Militar, qual deverá responder a sindicância e as denuncias da Ouvidoria.

Quanto a denuncia anônima vinda de Porto Seguro, major Leal viajou por quinze dias colhendo informações dos nomes arrolados na carta. Na tarde de hoje ouviu o tenente qual deverá apresentar defesa por escrito contradizendo as denúncias. “Tudo é parte de uma manobra, para me destruir, porque sou homossexual e conforme disse um oficial a Policia não tem espaço para essa gente” disse Ceita. “Minha situação é simples de ser resolvida, não posso continuar numa instituição que não me quer, preciso ser transferido para outro ambiente”, finalizou.

Assim que finalizado o processo deverá ser submetido para o Comando Geral qual deverá decidir uma penalidade ao oficial Ceita, caso se comprove as denúncias. O oficial só poderá perder a patente por determinação do Poder Judiciário, desde que se comprovem os “crimes” cometidos pelo mesmo, oficiais gozam de segurança constitucional. Ceita acusa oficias de alto comando da prática da homofobia e assedio moral, por esse motivo que ele busca encontrar outro ambiente para desenvolver atividades profissionais, pois segundo o mesmo não existe espaço na Policia.

Conforme informações prestadas pelo tenente, ele está de licença para tratamento de saúde devido ao estresse emocional que vem passando nos últimos meses. No dia 27 de fevereiro passado o tenente organizou a I Parada Gay de Porto Seguro, inclusive com apoio do GGB. Ceita divulgou na imprensa que houve repressão e que os equipamentos antes acordados com a Prefeitura Municipal, tipo trio elétrico foram retirados para que o evento não acontecesse.

 

 

 

 

 


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