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100 DESVIANTES SEXUAIS MAIS CÉLEBRES NA HISTÓRIA DO BRASIL

Esta lista, de autoria do Grupo Gay da Bahia, inclui gays, lésbicas, travestis, invertidos, bissexuais e heterossexuais já falecidos, sobre os quais há fama ou documentação de que tiveram alguma relação com o "amor que não ousava dizer o nome". É resultado de pesquisa bibliográfica e junto à memória oral da comunidade homossexual, e como tal, de acordo com a ética da pesquisa científica e jornalística, preserva o anonimato dos informantes quando solicitado. Como toda pesquisa histórica, está sujeita a revisão desde que comprovado o contrário. Seu objetivo é científico e humanitário: visa resgatar a história da sexualidade no Brasil e propor a consolidação dos direitos humanos das minorias sexuais.

Os nomes que compõem esta lista estão agrupados nas seguinte categorias: percursores e pioneiros, destaques coloniais , arquitetos, paisagistas e engenheiros , artistas plásticos , artistas e diretores de cinema, teatro e televisão, cantores, compositores e carnavalescos, escritores, jornalistas, intelectuais, estrangeiros, heróis nacionais, líderes de direitos humanos, lideres religiosos, marginais, modistas, esteticistas, políticos, travestis, mulheres.

Entre os 100 "vips" citados, há homossexuais assumidos; outros que foram publica e notoriamente infamados de sê-lo, quer dentro da comunidade gay, quer na sociedade em geral; certos foram denunciados, processados e punidos devido à prática do homoerotismo; outros tiveram seus nomes citados e/ou referidos em obras impressas com os denominativos de sodomita, fanchono, pederasta, homossexual, invertido, efeminado, dândi, mulher-macho, lésbica, etc. Observa-se portanto um gradiente que inclui desde aqueles 100% homoeróticos, que ocupariam o número 6 da Escala Kinsey, passando pelos bissexuais (n. 3) até os homens e mulheres predominantemente heterossexuais mas que de alguma forma se identificaram ou foram identificados à homossexualidade, seja pela fama de terem praticado uma ou mais vezes "o amor que não ousava dizer o nome", seja por assumirem posturas ou adereços identificados com a cultura homossexual. Nestes casos, estão referidos como "vox populi gay". E como diz o ditado popular: Voz do povo, voz de Deus!

Variadas e ecléticas são as fontes em que se baseia esta lista, incluindo processos civis e religiosos, livros científicos e de memórias, jornais e revistas, cartas e manuscritos originais, informação oral e através da internet. Para todos os nomes há indicação de uma ou mais fonte, preservando-se a identidade do informante da notícia oral a fim de proteger a privacidade da fonte – prática aceita e observada pela ética científica e jornalística.

Levando-se em conta a época em que vivemos, milênio marcado pelo sexo explícito, pela descriminalização e despatologização da homossexualidade, assim como pelo crescente interesse das minorias sociais em resgatar a história de seus ícones, não há razão para que os familiares destas celebridades aqui arroladas considerem ultrajante ou injúria à memória dos mortos sua inclusão nesta lista – que tem como patronos e eleva estes brasileiros "vips" ao mesmo panteão da glória de Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci, Shakespeare, Robin Hood, Tchaikovsky, Rainha Cristina da Suécia, Cervantes, Salvador Dali, Pasolini, Rei Davi, Eleanor Roosevelt, James Dean, Virgina Wolff, Oscar Wilde, e tantos outros luminares da humanidade, sobre os quais há indícios de terem praticado o amor que não ousava dizer o nome, ou de que foram desviantes e heterodoxos em matéria sexual.

Considerando que a Constituição Federal proíbe qualquer tipo de discriminação e estabelece como objetivos fundamentais da República "a consolidação de uma sociedade livre, justa e solidária, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação" – consideramos que a divulgação desta lista está plenamente amparada por nossa Lei Maior – em oposição às eventuais manifestações em contrário, estas sim, representando grave violação dos direitos e garantias das minorias sexuais em seu livre arbítrio de pesquisar, resgatar a história e divulgar os nomes daqueles que mesmo vivendo em épocas de extrema homofobia, nem por isto se curvaram à opressão e fanatismo dos preconceituosos e intolerantes. Se nem personalidades famosas contemporâneas, como Presidentes da República, Políticos, Artistas e outras celebridades brasileiras tentaram incriminar àqueles que na imprensa os apontaram como "homossexuais", se nem o poeta Gregório de Mattos em pleno domínio da Inquisição, recebeu qualquer punição por declarar que "Jesus era sodomita", confia o Grupo Gay da Bahia que ao divulgar tal lista contará com a aprovação geral de todos brasileiros que querem fazer dos próximos 500 anos de nossa história, uma nova era dominada pelo respeito à diversidade sexual, cumprindo-se o vaticínio do poeta bissexual Fernando Pessoa: "O amor que é importante, o sexo um acidente; pode ser igual, pode ser diferente!"

Markito
Estilista
1983
Cazuza
Cantor e compositor
1990
Jorge Guinle Filho
Artista Plástico
1987
Darcy Penteado
Artista Plástico
1987

Caio Fernando Abreu
Escritor
1996

 


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