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Salvador, BA - 12/07/2006 - Antes da abertura da 2ª Ciad (Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora), cerca de 50 integrantes do GGB (Grupo Gay da Bahia) fizeram uma manifestação contra 24 países africanos que criminalizam o homossexualismo. Com faixas e cartazes, os integrantes do GGB pediram para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva romper as relações diplomáticas com os "países homofóbicos" e compararam as leis que combatem o homossexualismo à escravidão. "Na África, os gays são tratados como escravos", dizia um cartaz. Na terça-feira (11), o presidente do GGB, Luiz Mott, encaminhou uma carta ao presidente Lula criticando a criminalização da homossexualidade na África. "Não basta trazer ao Brasil intelectuais africanos e da diáspora negra para discutir "o renascimento africano", quando gays, lésbicas e transgêneros são tratados pior do que escravos, presos, açoitados publicamente e até condenados à morte na África", disse o presidente da mais conhecida organização brasileira de defesa dos homossexuais. "Não basta transmitir aos africanos nossos conhecimentos na prevenção da Aids ou perdoar-lhes os empréstimos estatais. Urge que a Presidência da República transmita, igualmente, nossa experiência governamental do programa Brasil sem Homofobia, instituído no atual mandato, para que a 'Mama África' seja, de fato, uma mãe gentil para todos seus filhos, inclusive para os homossexuais de ambos os sexos", escreveu o antropólogo Mott, professor aposentado da UFBa (Universidade Federal da Bahia). O Grupo Gay da Bahia (GGB) relizou na manhã desta quarta-feira, 12, uma manifestação contra a manutenção de relações diplomáticas brasileiras com países africanos que têm políticas de discriminação contra homossexuais. O protesto aconteceu em frente ao Centro de Convenções da Bahia, onde acontece de hoje até a próxima sexta-fera a 2ª Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora (CIAD), que reúne presidentes, embaixadores, líderes e artistas africanos e brasileiros. Portanto cartazes onde a homofobia era comparada ao apartheid sul-africano, o grupo também distribuiu panfletos de esclarecimento da posição do GGB sobre a sexualidade. Para o antropólogo Luiz Mott, um dos fundadores do GGB, a idéia
de renascimento do continente africano, defendida pelos participantes
da CIAD, deve começar pela aceitação das diferenças
entre as pessoas, inclusive as de opção sexual. "Em
23 países africanos, o homossexualismo é considerado crime
e em três deles a condenação é a pena de morte",
diz. Segundo Mott, a intenção do protesto era pedir ao presidente
Luiz Inácio Lula da Silva que rompa relações diplomáticas
com os países que criminalizam o homossexualismo. Lula não
presenciou a manifestação.(Agência Folha de São
Paulo)
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