![]() |
|
|
|
|
Babado de Claudia Leite
Editoria LUIZ MOTT
SALVADOR, 14/11/08 - A recente declaração da cantora Claudia Leitte, “Eu adoro os gays, mas prefiro que meu filho seja macho” vem provocando verdadeiro tsunami de críticas entre gregos e baianos. Simpatizantes e militantes LGBT (agora o politicamente correto é colocar o “L” na frente da sopa de letrinhas: Lésbica-Gay-Bissexual-Transgênero) acusam a cantora grávida de ser homofóbica, e por tal “crime”, propõem boicote aos discos e shows da linda cantora carioca-baiana. Na qualidade de “decano” do Movimento Homossexual Brasileiro, há quase 30 anos sempre na frente da luta contra a homofobia, a experiência vem me ensinado a ser menos extremista e mais conciliador na luta contra a intolerância anti-homossexual. A declaração de Claudinha foi infeliz, mas há episódios de homofobia muito mais graves , e estes sim, merecem nosso repúdio e até ação judicial contra os infratores. Levando-se em conta que a cantora se diz evangélica, bato palmas por ter declarado que adora os gays. Muitos líderes cristãos – do Papa ao senador Crivella, condenam gressivamente os homossexuais! Lembraria à cantora cristã que o próprio Jesus deu exemplo de não fazer “acepção de pessoas”, convivendo com prostitutas, pecadores, chegando a dizer que exatamente estas pessoas “vos precederão no Reino dos Céus.” Quanto à sua declaração de que preferia ter um filho macho, temos de respeitar o direito de qualquer mãe ou pai desejar que seu filho seja músico ou médico, que faça ou não tatuagem, que seja religioso ou ateu. Não é racismo que uma mãe branca deseje que seu filho tenha sua mesma cor, ou que um pai afro-descendente tenha orgulho da cor preta de sua filha. Gosto não se discute! Na declaração de Cláudia, há um pequeno equívoco ao opor homossexual a macho, pois ser gay não significa necessariamente ser efeminado. Costumo dizer que no Brasil, “precisa ser muito macho para ser bicha”, tamanha é a discriminação que pesa sobre os amantes do mesmo sexo. O certo é que, com base no ainda insuperável Relatório Kinsey, não depende dos pais definir, nem influenciar com “boa ou má criação”, que seus filhos sejam heterossexuais (60%), bissexuais (30%) ou homossexuais (10%) . O importante é que se Jesus conceder a bênção a Claudinha de ter um filho gay, esteja certa que ele vai pertencer à mesma estirpe de Michelângelo, Fernando Pessoa, Fredy Mercury, Santos Dumont e tantos outros luminares da humanidade reconhecidamente homossexuais. E que foi o premiado estilista Carlos Tufvesson, gay assumido e militante, quem assinou seu lindo vestido de casamento!
Concluo com esta bela “Carta aos pais dos homossexuais”, divulgada pelo jesuíta Padre Luís Corrêa Lima, onde diz: “A homossexualidade trata-se de uma condição, e não de opção, que alguns carregam por toda a vida. A Igreja ensina que ninguém é um mero homo ou heterossexual, mas antes de tudo um ser humano, criatura de Deus e, pela graça divina, filho Seu e destinado à vida eterna. Os homossexuais devem ser tratados com respeito e delicadeza. Deve-se evitar para com eles toda forma de discriminação injusta. O estigma de infâmia e de doença ligado à homossexualidade precisa ser vencido. A aceitação da condição dos filhos homossexuais torna a vida de ambos muito melhor e mais feliz. Esta tarefa não é fácil, mas também não é impossível.” Claudinha, vá em paz, nós te perdoamos, mas não torne a pecar!!!
|
||||||
| __________________________________________________________________________________________________________ | ||
| Grupo
Gay da Bahia - GGB Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho - Caixa Postal 2552 CEP 40.022-260. Salvador / Bahia / Brasil |
Tel.:
(71) 321-1848 / 322-2552 / 322-2176 Fax: 322-3782 |
|
| __________________________________________________________________________________________________________ | ||
© 2003, Todos os direitos reservados, Grupo Gay da Bahia |
||