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Segurança Pública

HOMOSSEXUAIS COBRAM AÇÕES IMEDIATAS
DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PUBLICA DA BAHIA
Editoria local


O Estudante Francisco Silvestre, 19 anos de Niteroi, Rio de Janeiro foi espancado em 2007 por um grupo de rapazes naquela cidade.

 

SALVADOR, BA, 4/02/09 - Na abertura da 1ª Conferencia Estadual de Segurança Pública, (4/2, 9hs, Auditório da Fundação Luis Eduardo Magalhães, CAB) o Grupo Gay da Bahia (GGB)  e Associação de Travestis de Salvador (ATRAS), as duas mais antigas Ongs LGBT da Bahia, denunciam que a violência contra gays e travestis na Bahia não mereceu ainda a atenção devida  por parte da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, considerando que nos dois últimos anos, a Bahia vem ocupando a vergonhosa posição de campeã nacional de crimes homofóbicos.

Enquanto a população baiana representa 7% dos habitantes do Brasil, os crimes contra homossexuais praticados na Bahia representam 12% da mortalidade documentada para o resto do país.

Segundo o Presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, “foi a primeira vez, nas ultimas três décadas, que a Bahia ocupou por dois anos seguidos o primeiro lugar em assassinato de homossexuais no Brasil: em 2007, 18 gays e travestis foram violentamente executados em nosso Estado, vitimas de tiros e facadas, muitos com espancamento ou enforcados. Em 2008 este número aumentou para  23 homicídios, sendo 18 gays, 4 travestis e uma lésbica. Menos da metade destes crimes são investigados pelas Delegacias e nem 10% dos assassinos chegam  a julgamento.”

Para o antropólogo Luiz Mott, autor de cinco livros sobre crimes de ódio contra homossexuais, embora reconheça a  boa vontade do governo federal, com a promoção do Programa Brasil sem Homofobia (2004) e da realização da Conferencia Nacional GLBT, assim como do Governo do Estado da Bahia, com a realização da Conferencia Estadual GLBT (maio 2008), “infelizmente, pouca coisa saiu do papel, e de boas intenções, o inferno está cheio! Queremos que as Secretarias de Segurança Pública da Bahia e dos demais estados, capacitem agentes especializados em acompanhar e solucionar os crimes de ódio contra homossexuais, que seja criado um setor específico para acompanhar e discutir a erradicação dos crimes homofóbicos, inclusive disponibilizando estatísticas destes homicídios, até hoje tarefa realizada apenas pelo GGB.” E acrescenta: “Já fui convidado a debater estratégias de enfrentamento dos crimes contra homossexuais pela PM de Minas Gerais, e a PM baiana continua desprezando a  prata da casa. Bahia não deve rimar como homofobia!”

 

 

 


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