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Homofobia que mata

Congresso dos USA divulga dados sobre violência ante-homossexual no Brasil dados podem ser conferidos pela internet
Editoria local MARCELO CERQUEIRA - 2135 - DRT-BA



O professor universitário de filosofia Alessandro Faria Araújo, de 39 anos, foi espancado em fevereiro de 2007 por um grupo de dez pessoas, entre elas duas mulheres, na esquina da Rua da Consolação com a Alameda Jaú, nos Jardins, São Paulo área nobre da capital paulista e com grande concentração de bares freqüentados pela comunidade GLBTT (Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais). Homossexual assumido, ele é mais uma das vítimas da homofobia.

 

 

SALVADOR, 11/01/09 - A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil em Brasília, através do oficial Daniel Parilha com a finalidade de conhecer os casos de violação dos direitos dos homossexuais no Brasil entrou em contato com o Grupo Gay da Bahia (GGB) essa semana para solicitar ao grupo dispor dos dados sobre a matéria.

A finalidade da consulta ao (GGB) é para atender a uma determinação do Congresso Americano que a cada ano divulga dados sobre abusos, violação e discriminação nos paises que aquele país tem relação diplomática. Discriminação por orientação sexual entra no relatório como abuso social.

O GGB cada ano divulga dados e estatísticas sobre violação e discriminação homossexual no Brasil. O Relatório da entidade que já teve até edição em inglês impresso em parceria com entidades de emancipação homossexual daquele país aponta para quanto é urgente atenção e cuidados governamentais para essa população.

De acordo com Luiz Mott fundador do GGB o relatório cumpre a sua função em fazer a denúncia pública desses casos de intolerância. “Esperamos que esses dados sensibilize as autoridades constituídas a dispor de mais cuidados para essa população”, diz o ativista. “Essa iniciativa do Congresso Americano é excelente, pena que no Brasil não exista nada equivalente, lastimo ”conclui. Somente o GGB quem faz levantamentos desses crimes no Brasil. A parte o trabalho individual que poucas organizações do movimento homossexual desenvolve nesse sentido em todo o território nacional não existem estatísticas oficias sobre crimes contra homossexuais.

Os dados que estão publicados no Relatório do Congresso Americano são estes. Números que assustam e merecem consideração foram 122 homossexuais masculinos, 58 travestis 6 lésbicas formam a soma de 186 homicídios em porcentagem significam 65,7% 31,1% e 3,2 % respectivamente.  

Pernambuco é o estado que aparece mais violento, com 27 homicídios (14%), seguido da Bahia com 23 (12%) e S.Paulo com 17 (9%).  O Brasil é o campeão mundial de assassinatos de LGBT, seguido dos Estados Unidos e México. Nem 10% dos assassinos são presos e muitos alegam “legitima defesa da honra” para matar o homossexual.

A principal denuncia de impunidade se deu em Carapicuíba, região metropolitana de S.Paulo, onde 13 gays foram assassinados num jardim público, entre agosto de 2007 e julho de 2008, todos com as mesmas características de execução, com tiros na cabeça, e somente em dezembro de 2008 que a Polícia Civil de SP divulgou a lista das vítimas. Dois policiais estão presos sob suspeita de serem os autores destes crimes. Os dados no relatório americano podem ser consultados pelo site  www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2007/100630.html

 

 


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