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De olho no futuro
GGB anuncia estratégia para 11ª Parada Gay de 2012
Iniciativa visa mais politização e incentivar o turismo LGBT na Bahia

Evento teve participação de cerca de 1 milhão de pessoas no centro de Salvador

 

Salvador,BA, domingo, 11 de setembro de 2011 às 23h40 - por Marcelo Cerqueira

Nem bem terminou o fechamento da 10ª Parada Gay da Bahia o GGB já pensa como vai realizar a próxima edição em 2012. A entidade quer começar cedo para ganhar mais tempo no planejamento do evento LGBT. Apesar de a Parada em si render boa arrecadação formal e informal ao Tesouro Municipal à entidade pensa em promover ainda mais o fluxo turístico tornando-se um evento potencialmente turístico para o Estado, a exemplo do que acontece em como São Paulo e outras cidades do sudeste do Brasil que arrecadam milhões com o evento.

Uma matéria publicada no Jornal A Tarde de Salvador faz referência a essa arrecadação com o fluxo turístico. Em São Paulo, no ano passado, estima-se que três milhões de pessoas participaram da Parada Gay, sendo 400 mil  turistas. Em média,  cada turista  gastou  R$ 1,5 mil  com hospedagem, alimentação e transporte, segundo cálculos da prefeitura. A movimentação total foi de R$ 188 milhões. O evento só perde, em movimentação turística, para  a Fórmula 1 e a Fórmula Indy.

Na opinião do GGB a Bahia e a cidade de Salvador, terceira maior cidade brasileira tem esse potêncial. “Temos uma história rica, uma sólida tradição cultural, povo amigo e encantador, uma musicalidade nível exportação, temos de ter nosso lugar no podium” acredita Luiz Mott, fundador da entidade apostando que o evento tem apelo turístico LGBT e deve ser acolhido pelos governos e explorado de forma que a Bahia, Salvador e alguns caminhos da região sejam identificados como destinos friendly, simpatizante.

Uma das ações para o inicio de 2012 será uma reunião de trabalho com os órgãos oficiais de turismo da Bahia, Secretaria de Turismo e Salvador Turismo (Saltur) e órgãos municipais das cidades que formam a Região Metropolitana, Costa do Dendê e do Descobrimento regiões que já desperta interesse do segmento LGBT como Entre Rios e Mata de São João. O projeto também prevê a identificação de agências de viagem, companhias aéreas e entidades como Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) e Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV) que deverão oferecer sugestões para a dinamização do fluxo no Estado.

Para incrementar as ações de fluxo e também promover uma maior conscientização da população e dos próprios LGBTs na Bahia o GGB já tem planejado uma extensa semana cultural, com debates, seminários temáticos, shows, mostras de artes plásticas que começam no dia 1 e segue até o dia 9 com o ápice da 11ª Parada.

Uma das organizadoras da 10ª Parada Gay, Joelma Cerqueira adianta que a 11ª Parada LGBT da Bahia em 2012 acontece como de costume no segundo domingo de setembro, dia 9. Na opinião dela é um ponto favorável para visitantes de fora é que a sexta-feira, dia 7 é feriado nacional da Independência do Brasil. ”E possível estimular pacotes de viagens de até cinco dias em Salvador e região”, acredita a produtora cultural, alertando que só depende do poder público reconhecer e apostar que o evento tem potencial.

Na opinião do GGB em relação a politização do evento em si é algo que já nasce com ele que é a participação popular que ninguém consegue moldar essa vontade a um objetivo e o evento é um grande carnaval com a sua lógica invertida, sem duvida.

Do ponto de vista da politização o GGB entende que é preciso fortalecer os indivíduos para que eles no dia a dia possam combater a intolerância e a homofobia. Ainda na opinião da entidade esse combate requer atenção para as mudanças culturais e seus fluxos na sociedade. “A diversidade é um desses fluxos e atrás dele vem valores importantes para a construção da cidadania e respeito aos outros”, acredita Luiz Mott. O antropólogo acredita que uma semana de debates culturais reforçaria os indivíduos LGBTs no enfrentamento da homofobia no cotidiano.

A 10º  Parada GLTB  para cumprir plenamente sua missão buscou através de sua realização cumprir os objetivos abaixo relacionados;

1.      Promover a visibilidade massiva de GLT a fim de mostrar à sociedade global o poder de arregimentação deste segmento populacional enquanto cidadãos e massa potencial  de eleitores e consumidores de produtos e serviços culturais e industriais;
2.      Reforçar  a auto-estima individual dos participantes enquanto homossexuais que devem ter seus direitos de cidadania plenamente respeitados pela sociedade e órgãos dos poderes instituídos;
3.      Funcionar como ritual  de iniciação para que  novos homossexuais se assumam, estimulando aos enrustidos “sair  da gaveta” e possibilitar encontro com outros indivíduos da mesma cultura e de culturas tolerantes na sua região, Estado e Nação;
4.      Expor  à sociedade global a existência da diversidade sexual da comunidade homossexual e estimular o respeito à livre orientação sexual, papel de gênero  e estilo de vida e cultura da paz;
5.      Selar a solidariedade do movimento homossexual organizado e da comunidade homossexual com outras minorias sociais, entidades de classe e representantes de diferentes setores do poder, fazendo das paradas vitrine e espaço de visibilidade para futuros candidatos GLS a cargos políticos previamente apoiados pelos grupos locais do movimento homossexual e comprometidos com suas bandeiras de luta
6.      Arregimentar novos militantes para se associarem aos diversos grupos do movimento homossexual organizado para atuação firme e determinada ao combate das mais diversas expressões de intolerância homofobica;
7.      Denunciar à população em geral e à mídia as diferentes expressões  de  homofobia que pesam sobre a comunidade homossexual, transmitindo aos participantes da parada informações sobre auto-defesa contra discriminações e como enfrentar e se proteger da violência anti-homossexual
8.      Transmitir informações e reforçar junto aos participantes da parada a necessidade  da promoção da saúde física e mental e a prevenção de possíveis doenças associadas a homofobia interiorizada e externa, incluindo as de transmissão entre comunicantes sexuais;

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