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Delegado assassinado na Ilha de Vera Cruz SALVADOR, 2/1/2010 - Mesmo que concluídas as investigações ainda existem controversa envolvendo o assassinado do Delegado Carlos Raimundo Dória Amaral, 61 anos, assassinado com 11 golpes de faça no dia 30 de dezembro em sua casa de veraneio na Ilha de Itaparica pelo garçom Adailton Maia dos Anjos, 23, que assumiu autoria do crime e está preso. O garçom trabalhava na Barraca Gonzaguinha Vilas Bar, último local onde Carlos Raimundo foi visto antes do crime. Uma matéria divulgada pelo Jornal A Tarde de Salvador no dia 31 de dezembro, classifica o crime como tentativa de assalto, mas populares e assinantes do Jornal dizem ser crime passional. O assinante do A Tarde Antônio Frederico de Castro no dia 31 de dezembro teve acesso a matéria no ar e fez diversas considerações. “Pontos que não ficaram claros: 1. O garçom da barraca onde a vítima estava seguiu para matar ou assaltar? 2.Vários golpes de faca indicam vingança ou motivação passional... 3.O agressor foi praticar assalto, esfaqueou múltiplas vezes e depois pediu ajuda médica para a vítima? 4.Arrependimento tem haver com crime passional! Enfim, essa notícia conta uma Verdade, mas não nos diz a Realidade.... Acho que o caso foi do tipo "quid pro quo".” O Emanuel Souza leu a matéria e no dia 31 e concorda com a opinião do assinante Antônio Frederico “A morte desse delegado está muito mal esclarecida, concordo com o comentário de Antônio Frederico, onde ele fala em crime passional. Fica uma interrogação ai, será que o delegado e o assassino não tinham algo mais?? O sabia de algo? Realmente está muito confuso, mas vamos ver o desenrolar dessa situação. Espero em Deus que 2010 seja um ano de PAZ, feliz ano novo a todos!!!” disse. “Ta na cara que foi briga de ciúmes ia roubar mais não roubou nada. Esfaqueou várias vezes e chamou a SAMU. Arrependeu-se porque ama. Nem se deu o trabalho de fugir” deixou como recado a página do A Tarde a internauta de prenome Vanusa. O site procurou ouvir especialistas para entender a diferenciação entre os crimes. “Para ser considerado passional seria importante conhecer a historia da relação do casal, qual era o tipo da relação existente, se eram namorados, parceiros amantes para poder decidir o que teria motivado o crime. É isso que dá o caráter de passional”. Esclarece o psicólogo Mauricio Brasil coordenador do Grupo de Trabalho de Comabte a Homofobia do Conselha de Psicologia da Bahia e Sergipe. Para o Grupo Gay da Bahia (GGB) de acordo com a descrição divulgada e comentários de populares moradores e veranistas da Ilha acredita ser esse crime hediondo como homofobico, ódio a homossexuais ou a praticas homo eróticas. “Trata-se de um caso que tem todos os indícios de ser um crime homofobico. Temos vários exemplos nos arquivos do GGB”, acredita Cristiano Santos militante da entidade. Diante das circunstancias, dolorosos o GGB se associa ao sentimento de amigos e familiares da vitima. “Ninguém merece morrer dessa maneira tão aviltante” diz Luiz Mott fundador da entidade. A pena para latrocínio varia de 30 anos de prisão. Para crime passional 10 anos. Crime motivado pelo ódio, ou crimes de ódio, qual deve incluir homofobia cabe pena maior que 30 anos. O movimento homossexual brasileiro luta para tornar a homofobia crime no Brasil uma luta que já tem mais de 30 anos.
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