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Homofobia
Editoria local Salvador, Ba, 5/03/2010
O Grupo Gay da Bahia (GGB) recebeu na tarde de quinta-feira 4, uma denúncia de um casal de jovens que dizia ter sido alvo de uma ação homofobia por parte de seguranças da Biblioteca Pública do Estado da Bahia localizada no bairro dos Barris, centro de Salvador. Na denúncia por e-mail os dois jovens relataram que estavam sentados um em cada banco lado a lada no quadrilátero da Biblioteca com os brancos nas contas um do outro. Isso teria sido o bastante para que aparecesse um segurança para solicitar aos mesmos que parassem com aquele ato considerado de carinho para os rapazes. Confira trechos da denúncia feita ao GGB por um dos rapazes “Estava eu e meu namorado na parte interna da Biblioteca conversando em uma daquelas cadeiras inclináveis, a uns dois palmos de distancia”, relata. “Como ele é meu namorado coloquei um braço por cima do ombro dele. Quando der repente veio um segurança da Biblioteca e nos disse que não podíamos ficar ali daquela forma” continua. “Perguntei pra ele de que forma? Nos disse, assim juntos. Eu novamente disse,estamos em uma certa distancia um do outro,e apenas conversando.Ele disse que da forma que estávamos não poderíamos ficar”, continua o relato. “Tudo bem, mas continuei com braço por cima do ombro dele. Derrepente veio um outro segurança, e novamente nos disse: Vocês não podem ficar ali assim a Biblioteca não permite isso, eu disse isso o que? de ficarem assim juntos! Eu disse : - Olha,nos estamos apenas conversando a uma certa distancia e somente com o braço por cima,não estamos nos beijando e nem nos agarrando”, conclui. O GGB enviou carta diretora da Biblioteca Central dos Barris, professora Kilma Aparecida solicitando abertura de sindicância para apurar a denúncia. A entidade também enviou representação para o também professo Ubiratan Castro, presidente da Fundação Pedro Calmon informando o caso para que providências sejam tomadas. A entidade ainda solicitou pauta à diretoria da Biblioteca para a realização de uma exposição com cartazes e fotografias ilustrando cenas de afeto entre pessoas do mesmo sexo. “A heteronormatividade deve ser combatida para que possamos formar pessoas livres de preconceitos. Os espaços da educação e da cultura devem dar exemplos”, declarou Marcelo Cerqueira, presidente do GGB.
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