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SESSÃO SOLENE NA CÂMARA DE SALVADOR COMEMORA
O DIA DO ORGULHO GAY E DIA MUNDIAL CONTRA HOMOFOBIA
GGB propõe a criação do Dia do Orgulho Gay
CORREIO DA
BAHIA, 30-6-2006 - O Brasil é o campeão mundial em crimes
contra homossexuais, com uma média de 150 assassinatos por ano.
A Bahia é o terceiro estado em número de crimes homofóbicos,
perdendo apenas para São Paulo e Pernambuco. Nos últimos
25 anos, foram assassinados 260 homossexuais no estado. Cerca de 80% dos
crimes aconteceram em Salvador, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB).
Apesar da diversidade cultural, a capital baiana ainda é considerada
uma das mais intolerantes contra o homossexualismo pelos homossexuais.
Com o intuito de promover a consciência da sociedade sobre os direitos
à livre orientação sexual, foi apresentado, ontem,
pelo GGB, durante sessão solene, na Câmara Municipal, a proposta
de instituição do Dia Municipal do Orgulho Gay. A sessão
foi uma iniciativa do grupo em comemoração ao Dia Internacional
do Orgulho Gay, festejado anteontem em 21 países. O encontro também
marcou os 25 anos de fundação da entidade, que há
mais de duas décadas traz em sua bandeira colorida a luta pelo
respeito às diferenças sexuais e aos direitos humanos.
Com o tema Homofobia não combina com democracia, a sessão
teve como objetivo levar à câmara a discussão da criação
de um Projeto de Lei que institua o dia 17 de maio como uma data de reflexão
sobre o cenário discriminatório na cidade. Historicamente,
no dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde
(OMS) retirou a homossexualidade do rol das enfermidades. A partir desta
data, o homossexualismo foi reconhecido como um estado mental assim como
a heterossexualidade, sendo um importante marco para o avanço da
conquista de direitos de gays, lésbicas e transgêneros.
Para o diretor do GGB, Marcelo Cerqueira, a instituição
de um Dia Municipal Contra a Homofobia vai abrir um canal de reflexões
que levarão à mudanças comportamentais e culturais.
"A nossa intenção é fazer desse dia um canal
aberto para debates e discussões com a sociedade. Queremos conscientizar
as pessoas sobre direitos humanos e o direito que todos os homossexuais
têm de ser respeitado", afirmou. Cerqueira afirma que a homofobia
se apresenta de forma dissimulada na sociedade, tal como o racismo.
"As pessoas fingem que não são preconceituosas, mas
são. A homofobia se apresenta dentro da sociedade de várias
maneiras, como julgamento, insultos, discriminação e agressões",
salienta. O diretor do GGB defende também a criação
de uma lei que trate a homofobia como crime, como ocorre com o racismo.
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