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Evento protesto
9/11/2007
Dia mundial da Aids na Piedade
Por Marccelus

SALVADOR, BA – 1/12/07 - Talvez por ser tratável a enfermidade da AIDS já virou jargão, é comum brincadeiras do tipo “matou quantos hoje?”, “ a minha menina está dormindo” ou “o doce dela está lá, mas nem ela sabe que tem” ao se referirem jocosamente ao contágio da AIDS ou a presença do HIV infectando alguém. Pode ser brincadeira de adolescentes, riso e diversão, mas a AIDS é coisa séria. Para muitos jovens, por diversas razões, alienados dos reais perigos da doença tudo não passa de “uma coisa chata, se empanturrar de folhetos e ficar o tempo todo falando em AIDS”. Mas o papel das ONGs que trabalham pelo bem estar desta população é este, o de alertar e de criar formas de divulgar o conhecimento.

Às vezes a família e a escola passam ao largo das informações, não possuem a linguagem e o existencial capaz de despertar o jovem contra as conseqüências do sexo inseguro, inconseqüente e prejudicial. Então o importante é registrar ações inteligentes como a que levou à Praça da Piedade em Salvador, em 30/11, pelo Grupo Gay da Bahia, a da “Ver a DurAIDS” incrementada à Cenouras, Pepinos e Camisinhas.

Em semelhança ao pênis duro, mas plastificadas à condons, verduras foram utilizadas no sketch teatral que o Grupo Gay da Bahia levou ao coração da cidade. Transeuntes e uma multidão de idosos que participavam das comemorações do Dia do Samba antecipado, puderam assistir aos jovens do Projeto Se Ligue do GGB simulando uma felação – o sexo didático – a demonstração de que há riscos mínimos, mas existe sim a probabilidade de se contrair o HIV/DSTs no ato do “chupar um pênis ou uma vagina”. E para as centenas de idosos, na sua maioria as mulheres da Melhor Idade, o Luiz Mott foi enfático, pegou o microfone e mandou ver “ quem disse que velho não pega AIDS? Pega sim, e agora com o Viagra ressussitando tudo, fazendo milagre, é muito pau adormecido de volta à ativa! O Coroa quer tirar atraso e se divertir, faz bem! Então meninas seja espertas, se cuidem, carreguem consigo ou exija do seu parceiro o uso da Camisinha. Transar é bom, é ótimo para a saúde e não mata, desde que feito com segurança!”. Foi super aplaudido e a correria das senhoras - por camisinha de graça e folhetos - foi total.

Mas para a tristeza geral, e esta é uma das razões do protesto deste DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS na Bahia, o governo falhou, nada de camisinhas em quantidade, tudo muito regado, mesquinho e pequeno diante do fato de que a AIDS é Saúde Pública e no que diz respeito à campanhas específicas dirigidas à homossexuais adolescentes – onde se tem observado um aumento dos casos de infecção – nada! Inclusive na Bahia outras ONGs que fazem o trabalho preventivo no campo das DSTs/AIDS cruzaram os braços, e com toda a razão!

Materias anteriores

DIA DA AIDS - Gays fazem exibição de sexo seguro no centro de Salvador

 

 

 

 

 


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