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Salvador, 20/04/09 - por MARCELO CERQUEIRA

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Homenagem ao artista

Dion recebe homenagem por trinta anos de carreira
Único desejo foi nunca ter sido Miss , diz a diva do milênio


Dion, Parada Gay da Bahia 2008 com sua amiga Marina Garlem.

 

 

Ele não é ela, é ele. Ele não é travesti, não é drag quem é Walter Santiago,47 anos, empresário estudante de Arquitetura e Desing de Interiores pai e mãe da personagem Dion, figura que se confunde com a sua identidade, com a sua vida de trabalhador e artista da noite e porque não do dia também. Dion, 30 anos de vida que na vida de Waltinho ganhou o reconhecimento como a grande estrela diva do milênio. Amada por muitos, detestada por outros, mas dizer o que se nem Jesus Cristo agradou a todos. Mas valor ela tem pra dar, emprestar e vender no varejo e atacado.

Hoje Scher Marie e o Bar Âncora do Marujo e grande elenco recebe no quadro homenagem ao artista nada menos que Dion as 23hs. O quando vai mostrar o seu trabalho e sua intimidade durante esses anos a frente da difícil e incompreendida arte do transformismo. Estrelas não vai faltar para o beija mão da diva. Cher Marie, Marina Garlem, Eshylla Baterfly, Liz Barum, Bagagerie, Marcela Verissimo, Yamim, Schaleth Caborchard, Walesca Pfaifer irão fazer números que encantaram e emocionaram as pessoas através dos tempos.

“Nossa justa homenagem a ela que lançou os grandes nomes do transformismo na Bahia”, disse Scher Marie, 31 anos transformista. “Noite de agradecer porque ela foi minha musa inspiradora, me inspirou na garra e determinação de ser o que sou hoje”, conclui. O GGB deu a Dion o título de Diva das Paradas na Bahia. Durante o ano de 2008 ela foi a mais de 90% das Paradas em todo Estado, como madrinha, só pela militância, como musa, como deusa. Também na VII Parada Gay da Bahia ela desfilou no seu trio e protestou na Avenida com cruzes e roupa preta contra a morte de homossexuais naquele ano.

Bate papo com a Diva do Milênio

O Site do GGB falou por telefone com Dion numa conversa animada e procurou saber qual o seu sentimento nessa homenagem.

Quando perguntamos como ela recebia essa homenagem disse “Na verdade eu fiz trinta anos fim do ano passado, mas não comemorei ainda porque estou procurando um espaço amplo para fazer a festa. A cidade cada dia fica carente desses espaços”, disse feliz em receber essa homenagem de uma de suas afilhadas, Scher Marie, continua Dion.

Antes de Dion já existia shows de transformistas na Bahia, mas ela fez a diferença logo que entrou muito mais magra que hoje. Shows transformistas nos gloriosos anos oitenta eram como uma irmandade secreta era algo muito fechado. As deusas que abalavam na peruca eram as fabulosas Carine Begamam, Sopite, Saquarema Satanás – impagável como Miss Brasil 2000, Lady Di, Jane Lecrerie, Delila Blanche, Suzanah Vermont e tantos maravilhosas.

Conta Dion que quando chegou à cena foi pra abalar mesmo.  “Quando eu cheguei foi um reboliço, porque foi chegada de estrela, eu não tinha amizade com elas e tudo era muito fechado”, conta que não era algo fácil ser batizado por uma das deusas da cena transformista. “Aluguei a boate Holmes 24 e fiz um espetáculo só meu e dali para a rua foi um passo, não parei mais de fazer shows, convites choviam a toda hora”, diz. Uma das suas magoas foi nunca ter participado de um concurso de Miss Gay, nunca ter sido Miss porque era sempre e tem sido até hoje convidada a fazer shows de encerramento. “Nunca participei de um concurso de Miss”, diz.

Todas fazem shows, mas ela é única naquilo que faz. Ninguém tem aqueles jogos de braços, aquele gestual clássico em cena. Perguntado qual parte de sua carreira marcou sua vida, elas nos conta que foi quando perdeu sua mãe. “Com a perda de minha mãe, eu deixei de fazer shows. Mas um dia eu sonhei com ela e ela dizia para eu voltar, ai eu voltei e fiz Evita, que ela adorava e se emocionava sempre que me via representando no palco” diz emocionada. Outras interpretações marcaram a vida do artista. O Avesso, que entra como homem e sai do palco como mulher, Evita, O palhaço, Gal e Bethânia ao mesmo tempo e mulher rendeira. Sua participação nos anos noventa do programa Silvio Santos do SBT foi outro ponto marcante para ela.

Dion recebe homenagem como um reconhecimento e ato de carinho de suas afilhadas. Ela influenciou uma legião de artistas que continuam levando a arte do transformismo no mundo. Nina Vogue, Fabiane Galvão, Gesika Brander, Tanucha Teylor, Marina Garlem, Danusia Sammer são partes desse sonho de sua vida. “Isso me conforta, abrir portas em épocas dificies como antigamente”, conclui.

É Hoje, segunda-feira ás 23hs

Bar Ancora do Marujo
Rua Cralos Gomes, 804 – Centro - Fone 3329 1833
Salvador, BA.

 

 

 


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