O GGB    ::    SEJA MAIS UM FILIADO    ::    FAÇA SUA DOAÇÃO    ::    ggb@ggb.org.br
 

Home
Saúde
Movimento GLBT
Grupos GLT
Editorial
Legislação
Direitos Humanos
Orientações
Caderno Cultural
Educação
Agenda 2004
Notícias
Artigos-Opinião
Acontece
Nossas publicações
Turismo
Sociedade
Destaques
Marcelo Cerqueira
Sites
Projetos
Roteiros e serviços

 

  

Religião
Igreja Católica exige castidade para padres homossexuais
Por Redação

Vice-presidente da CNBB domLuiz Soares Vieira

O vice-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Luís Soares Vieira, disse na sexta-feira (1º) no encerramento do 47ª Assembleia Geral da entidade, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, que homossexuais podem ser padres desde que sejam celibatários. “Eles [homossexuais] são pessoas humanas.

Têm essa constituição e devem ser tratados como gente, com respeito. Agora, o que se exige do heterossexual para ser padre, se exige também do homossexual. Se ele for entrar no celibato, tem que viver a castidade”, disse o bispo, ao ser questionado sobre a posição da entidade sobre o tema.

Cerca de 330 bispos participaram do encontro de dez dias da CNBB. O tema central foi o documento sobre as novas diretrizes dos padres brasileiros, aprovado por unanimidade, que reforçou a prática do celibato. O tema da homossexualidade chegou a ser debatido para entrar nas diretrizes, mas o termo “homossexualismo” foi excluído do conteúdo final do documento Diretrizes para a formação dos presbíteros, elaborado durante o encontro. O texto será encaminhado para a aprovação do papa Bento XVI e poderá sofrer alterações.

A direção da CNBB determinou que seu conteúdo seja mantido em sigilo até que seja aprovado pelo papa. Após o encontro, o vice-presidente da CNBB defendeu o celibato ao afirmar que essa condição “não é uma lei divina”, e sim disciplinar. “Nós temos na Igreja Católica Apostólica Romana alguns ritos em que padres se casam. No rito latino, que é o nosso, quem quiser ser presbítero tem que fazer a opção pela vida celibatária. Tem pessoas que não foram feitas para isso. Isso é um dom de Deus”, domLuís. Os bispos discutiram ainda a participação de casais em segunda união nas paróquias, mas mantiveram a posição de que eles não podem comungar, já que o divórcio é consideradouma“ irregularidade”, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Novos tempos
Os bispos elaboraram um documento, durante a assembleia, sobre a necessidade de formação e iniciação cristã, já que a religião, atualmente, é muito maisumaquestão de opção do que de cultura ou educação familiar. “Hoje a pessoa escolhe a religião.Então,temos de entender essa mudança de tempo, derealidade,emostraraos nossos católicos que eles têm de fazer uma opção pela nossa igreja, uma opção consciente, saber qual é o fundamento”, disse o vice-presidente da CNBB.

No ano que vem, a CNBB realizará seu encontro em Brasília, onde também será realizado o 16º Congresso Eucarístico Nacional. A partir de 2011, a assembleia dos bispos será realizada no Santuário de Aparecida, em São Paulo, já que a Casa de Retiros Vila Kostka,em Itaici, já não comporta mais a reunião episcopal. “O problema de Itaici é o tamanho da assembleia. Quando começamos aqui, nossa assembleia não tinha 200 bispos. Hoje são mais de 300. E as acomodações aqui não estão mais correspondendo. Alguns bispos têm de ir para os hotéis, então a coisa se tornou precária”, justificou dom Luís.

Reforma tributária é alvo de críticas
O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, afirmou ontemque a reforma tributária, como está proposta atualmente, não é “simpática” aos olhos do episcopado. A declaração foi dada após encerramento da 47ª Assembleia Geral da CNBB.

“No ano passado, nós emitimos uma nota manifestando a preocupação, porque havia a pretensão, além de coisas boas como acabar com a guerra fiscal e unificar um pouco a tributação, de desvincular os recursos do Orçamento que, pela Constituição atual, são reservados para a seguridade social. Isso significaria que a parcela do Orçamento que seria dedicada à seguridade social ficaria a critério de cada gestor, em cada governo. E isso, para nós, é muito preocupante, porque a questão da seguridade deveria ser realmente garantida, e não ficar ao livre arbítrio de quemestá no governo”, afirmou dom Dimas.

Sobre a reforma política, o bispo reforçou a importância da atuação da sociedade, como na campanha “Ficha Limpa”, que temo objetivo de dar transparência à vida pregressa dos candidatos. “Quem foi condenado em primeira instância por crimes graves deveria ficar inelegível até que demonstrasse sua inocência”, afirmou dom Dimas. (Notícia publicada na edição impressa de 02/05/2009 do CORREIO)

 

 

 

 

 

 

 


Voltar

  __________________________________________________________________________________________________________
  Grupo Gay da Bahia - GGB
Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho - Caixa Postal 2552
CEP 40.022-260. Salvador / Bahia / Brasil 
Tel.: (71) 321-1848 / 322-2552 / 322-2176
Fax: 322-3782
 
__________________________________________________________________________________________________________

         © 2003, Todos os direitos reservados, Grupo Gay da Bahia