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Espaço político para LGBT
Na Bahia são mais de 1.4 milhões na capital estima-se 300 mil pessoas. Movimento considera que a conquista do parlamento é o caminho certo rumo à cidadania!

Salvador, BA, segunda-feira, 24 de setembro de 2012 – 1h14min
Por MARCELO CERQUEIRA

Foto. Vida Bruno (PT) identifica-se como ativista lésbica e estudantil.

Seja pelas redes sociais ou pelo reconhecimento público de seus trabalhos de base e de militância eles já fazem muito barulho e se eleitos forem pretendem fazer muito mais em defesa da comunidade. Usando uma máxima do movimento feminista Vida Bruno vai logo avisando “Se mexer com um LGBT, mexeu comigo também, mexeu com todos”, afirmando ser a única lésbica assumida a concorrer.

Os candidatos já sabem que a vida de político comprometido com a população não é nada fácil. Eles também acreditam que por ser o que são irão sempre ser vigiados, mas aceitam o desafio. Além da defesa da cidade e fiscalização do executivo municipal os candidatos em sendo eleitos devem ser capazes de colocar em prática suas propostas em prol dos LGBT dentro de um contexto de cidade grande como é o caso de Salvador que tem mais de 3 milhões de habitantes e uma população LGBT de em médio 300 mil pessoas pertencentes a variadas classes sociais, grupos étnicos e religiosos.

 

Voz ativa no competitivo mundo da política. É o que querem gays, lésbicas e transexuais que demonstram ter consciência que a manutenção e conquistas de novos direitos e deveres passam por uma ativa participação política.A participação nas centrais de decisões legislativas municipais é ponto central dos LGBTs que sobem e descem ladeiras de Salvador na busca do voto de olho em uma das 47 cadeiras existentes na Câmara Municipal.

Eles já caminham em suas comunidades atuando na atenção e cuidados da população, agora, andam de passos largos por toda a cidade rumo a Câmara Municipal. Em todo o Estado estima-se ter cerca de 30 candidatos disputando as eleições municipais pelos mais variados partidos políticos.

Em Salvador além da atual vereadora Léo Kret, (PR) 29 anos, conhecida não somente por ser dançarina, mas também pelas polêmicas levantadas na Câmara Municipal, como PL que reconhece a categoria de moto taxi, no páreo pelo voto nomes conhecidos na cidade como Fabety Boca de Motor, (PSC) 30 anos, Porreta da Mata Escura, (PSDB) 36 anos e ativista lésbica Vida Bruno, (PT) 36 anos já botaram o bloco na rua querendo para si uma das cadeiras na Câmara.

Foto. Porreta da Mata Escura, líder base.

Fabety Boca de Motor conhecida na Cidade Baixa e nas redes sociais

Candidata com atuação na Cidade Baixa e nas mídias sociais Fabety Boca de Motor demonstra esse entendimento na conquista do pleito em defesa da categoria e da cidade. Sendo eleita afirma que vai apresentar propostas com o objetivo de defender todo o movimento LGBT lutando por mais espaço, por direitos iguais entre toda sociedade.

Ela acredita que com esse espaço dentro do legislativo e junto com outros representantes do movimento LGBT e o Grupo Gay da Bahia (GGB) vai unir forças para garantir uma sociedade igualitária e respeitando cada um seu espaço. “Dessa forma, acredito que com o tempo toda sociedade ou parte dela, vai aprender a conviver com as diferenças” declarou.Fabety segue a passos largos a sua colega Léo Kret  apresenta estilo similar de comunicação social fazendo rimas e versos com nomes, situações e coisas uma das principais características da vereadora que também é trovadora. Tem sua imagem  associada ao movimento de pagode e foi uma das promotoras da Parada Gay da Cidade Baixa nas últimas edições.

 

Foto. Fabety Boca de Motor, na disputa.

Foto.Léo Kret, vereadora concorre a releição rumo ao segundo mandato.

Vida Bruno vem da militância estudantil e Porrata vem da Mata Escura

Vida Bruno uma das ativistas mais conhecidas pela luta em defesa da comunidade de lésbicas em Salvador, graduada em História pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e doutoranda em Ciências Políticas pelo programa Eiffel da França ao que parece já tem experiência, mesmo sem nunca exercer cargo público.  Vida acredita que a participação dos LGBTs é importante, pois população precisa de uma voz que a represente  e que tenha coragem de lutar  pela comunidade sem rabo preso! “O que o povo espera, dos representantes da câmara e que esse ele exerça o seu papel de dar garantias de retorno do investimento que o cidadão faz” declarou.

A candidata acredita que a diversidade sexual, não vem sendo tratada com pautas municipais com suas especificidades  de forma que contemple os LGBTs e é categórica em afirmar. “O tema atualmente é tratado com desprezo! E Precisamos virar a mesa reunir esforços de uma forma cidadã e humana, para que Salvador seja reconhecida mundialmente como a cidade onde a população LGBT, tem mais qualidade de vida” conclui Vida Bruno.

Ela carrega em seu nome o bairro onde vive e como os demais candidatos atuam de alguma maneira em trabalhos de ajuda comunitária. Estamos falando da candidata Porreta da Mata Escura, líder comunitária e se assume como transexual e acredita ser importante que LGBT tenham voz ativa na Câmara.  Além de buscar defender o seu bairro Mata Escura e cumprir o papel de vereadora ela diz que vai focar em pontos prioritários como saúde e educação para melhorar a vida de quem vive na periferia, segundo ela sofre pela ausência muitas vezes dos poderes públicos de base. “Quero lutar por educação, saúde, legislação, política e trabalho serão escolhidas como prioritárias de ação imediata, inserido negros, mulheres e transexuais”, declarou.

Decano do movimento LGBT brasileiro e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), o antropólogo Luiz Mott acredita ser importante a participação de genuínos representantes da comunidade, mesmo reconhecendo atuação de aliados importantes da causa, mas acredita que nesse momento existem bom candidatos que os LGBT e simpatizantes pode depositar o seu voto de identidade.

O antropólogo avalia que neste momento os grupos reacionários e conservadores se organizam contra os LGBTs de forma escancarada e homofobica. “Vivemos em uma época em que os grupos obscuros se unem contra nós. Precisamos nós unir para que possamos garantir o direito de sermos o que somos com dignidade e respeito” acredita Mott ao tempo que convida os LGBTs a reflexão de que a cada dia um homossexual é assassinado no Brasil, somente este ano na Bahia já foram contabilizadas 17 mortes violentas com requinte de crueldades. “Votar em um candidato LGBT é solidarizar-se e indignar-se com toda essa onda de violência e homofobia”, conclui Mott. Por Marcelo Cerqueira com informações dos sites Dois Terços e do Adé Diversidade de Salvador.

Lista dos candidatos no Brasil e na Bahia, clique AQUI!

 

 


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