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Homossexuais sondam candidatos em Salvador

Homossexuais usam questionário para sondar candidatos
BIAGGIO TALENTO, da AGÊNCIA A TARDE

SALVADOR, BA, 11/08/08 - “O Senhor apóia a nomeação de homossexuais assumidos e competentes para ocupar cargos do primeiro e segundo escalão do governo municipal? Apóia a atribuição do nome de homossexuais célebres a logradouros e instituições municipais?”. Essas são duas das dez perguntas que serão enviadas aos cinco candidatos a prefeitos de Salvador por organizações ligadas ao movimento homossexual lideradas pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) para sondar o nível de apoio dos concorrentes à prefeitura à luta dos homossexuais.
Conforme o GGB, estimativas da ONU indicam que 10% da população mundial é formada por homossexuais e por esse cálculo deve existir ao menos “300 mil gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais” na capital baiana. “Eles votam, pagam impostos, estão presentes em todos os setores profissionais, mas continuam sendo o grupo social mais discriminado em nossa sociedade, vítimas da homofobia, do ódio anti-homossexual”, disse o antropólogo paulista Luiz Mott, fundador do GGB.
Ele lembra que “pais e mães ainda repetem ‘prefiro um filho ladrão do que homossexual’, e muitas travestis são expulsas da própria  casa e da escola, sendo empurradas para a prostituição e marginalidade”, declarou.
Levantamento do GGB aponta que a Bahia é o estado campeão de assassinato de homossexuais: 18 homicídios no ano passado, 16 mortes só neste primeiro semestre de 2008. “Por essa razão o Estado, os governantes, os políticos são peças vitais na erradicação da homofobia, e os prefeitos, particularmente, têm poder para estimular e apoiar propostas da Câmara Municipal visando à cidadania plena da população homossexual”, ponderou Mott.
Assinam o questionário, além do GGB, o Grupo Palavra de Mulher Lésbica, a ATRAS - Associação de Travestis de Salvador, o Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade da UNEB-Nugsex Diadorim e o Grupo Quimbanda Dudu de Gays Negros da Bahia.
Ao lado das perguntas há um “sim” e um “não” para que os candidatos marquem. Os grupos querem saber também se o novo prefeito está disposto a capacitar os postos de saúde do município a desenvolverem programas de prevenção à Aids e demais doenças sexualmente transmissíveis, se apóia estender aos parceiros homossexuais de funcionários municipais os mesmos direitos e benefícios previdenciários e demais vantagens trabalhistas atribuídas aos casais heterossexuais e se pretendem alocar recursos para auxiliar a manutenção e projetos sociais desenvolvidos pelos grupos da luta homossexuais.
O questionário, que pede resposta até o dia 15 de agosto, chega a sondar se o futuro governante apoiaria “a abertura de vagas para gays e lésbicas no quadro institucional da Guarda Municipal a fim de ocupar-se do policiamento das áreas predominantemente freqüentadas por homossexuais”.
Um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, travestis e Transexuais (ABGLT), indica que a Bahia é o segundo estado com maior número de candidatos a vereador ou prefeito homossexuais assumidos, 11, perdendo apenas para São Paulo que tem 14. Os baianos disputam vagas em Salvador, Camaçari, Ilhéus, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Santa Bárbara, Entre Rios, Simões Filho e Vitória da Conquista.
De acordo com o GGB, há no momento apenas um nome do movimento homossexual com mandato, a vice-prefeita do município de Colônia (PI), a transexual Kátia Tapete. O vereador gay José Renildo dos Santos, do município de Coqueiro Secos (AL) foi assassinado há 15 anos, quando cumpria o mandato para o qual foi eleito.

 

 


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