O GGB    ::    SEJA MAIS UM FILIADO    ::    FAÇA SUA DOAÇÃO    ::    ggb@ggb.org.br
 

Home
Saúde
Movimento GLBT
Grupos GLT
Editorial
Legislação
Direitos Humanos
Orientações
Caderno Cultural
Educação
Agenda 2004
Notícias
Artigos-Opinião
Acontece
Nossas publicações
Turismo
Sociedade
Destaques
Marcelo Cerqueira
Sites
Projetos
Roteiros e serviços

 

  

Entrevista CARLOS BRITES
“O paciente com HIV pode ter uma vida com qualidade e expectativa semelhante à da população geral”, diz infectologista.

Na proximidade do dia 1 de dezembro dia mundial de combate a aids o GGB buscou entrevistar algumas pessoas que ao longo dos anos vem se dedicando a melhor a qualidade de vida das pessoas que vivem com a doença na Bahia. O nosso entrevistado é Dr Carlos Brites, uma sumidade na infectologia da Bahia a mais de vinte anos formando médicos e atendendo pacientes no Hospital Universitário Edgar Santos.  

Salvador,BA, domingo, 27 de novembro de 2011 – por Marcelo Cerqueira

Grupo Gay da Bahia (GGB) - A quanto tempo você atua na área da prevenção?
Carlos Brites (CB) - Há 20 anos

GGB - Qual serviço especifico?
CB -  Trabalho no HUPES, e já coordenei o Apoio à Rede do antigo CREAIDS

GGB - Como foi essa decisão de se aprofundar nessa área?
CB -  Como infectologista, sempre trabalhei com AIDS, desde os primeiros casos no Brasil, em 1983, quando ainda estava na residência médica, em SP

GGB – Qual foi a parte mais difícil dessa decisão?
CB - No início, o maior problema era a impotência frente à ausência de tratamento. Hoje, além de muitas escolhas para terapia, temos que trabalhar a prevenção da falha, através da maximização da adesão à terapia

GGB – Em pouco mais que trinta anos o que mudou em relação à prevenção, tratamento e assistência às pessoas?

CB - Tudo! Hoje temos mais de 1800 tratamentos potenciais (20 drogas combinadas), conhecemos muito mais sobre os riscos de infecção, e temos condições de atuar antes e após a exposição de risco, com a profilaxia medicamentosa. Temos hoje um conceito de melhoria progressiva da qualidade de vida, já que a sobrevida dos pacientes tratados precocemente se compara à da população geral
 
GGB – Como você acha que o tema do HIV e demais DSTs devem ser abordadas para sensibilizar a sociedade?

CB - De modo claro, sem preconceitos, enfatizando também a responsabilidade individual neste processo 
 
GGB – Na sua opinião que rumo ta tomando a doença nos últimos anos?
CB - Estabilização, com redução progressiva do número de casos, embora ainda exista aumento desta taxa em populações específicas. No Brasil, os estados do Norte e Nordeste tem apresentados aumento preocupante, assim como os do SUL, em contraste com o Sudeste e centro oeste, que vem diminuindo o número de infectados

GGB – Como você observa a postura das pessoas frente a doenças como Aids, HPV e Hepatites?

CB - Ainda existe muito preconceito e estigma, fruto da ignorância sobre estas infecções, mas observamos progressos também neste aspecto, com uma progressiva conscientização social sobre o problema, e redução gradual da discriminação dos soropositivos

 GGB – E as Ongs, seu papel, você acha que o movimento tem crescido. Qual sua avaliação dessa atuação de base no combate à epidemia?

CB - Creio que ultimamente o papel das ONGs tem diminuído, não sei se pela redução de verbas, ou mesmo pela dispersão de foco, ou ainda, pela eliminação ou redução de problemas comuns no passado, quando estas entidades tiveram papel preponderante na luta pelos direitos dos pacientes, e pela prevenção da infecção

GGB – Qual sua mensagem de esperança para esse 1 de dezembro de 2011
CB - Obtivemos avanços significativos na luta contra a AIDS, nas últimas 3 décadas. Hoje o paciente com HIV pode ter uma vida com qualidade e expectativa semelhante à da população geral.

GGB – Qual sua mensagem de esperança?
CB - Apesar de ainda não haver vacina disponível, temos avançado aceleradamente na compreensão dos mecanismos de doença, o que nos leva a crer que em breve uma vacina eficaz, ou um tratamento curativo possam estar disponíveis, eliminando esta infecção da face da terra. O esforço mundial já permite que boa parte dos pacientes infectados, principalmente no continente africano, já tenha acesso à terapia antirretroviral, e possa viver com maior qualidade.

Serviço

Professor de Infectologia da FAMEB-UFBA
Coordenador do Laboratorio de Pesquisas em Virologia, do Hospital Universitário Prof. Edgard Santos, UFBA

 

 


Voltar

  __________________________________________________________________________________________________________
  Grupo Gay da Bahia - GGB
Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho - Caixa Postal 2552
CEP 40.022-260. Salvador / Bahia / Brasil 
Tel.: (71) 321-1848 / 322-2552 / 322-2176
Fax: 322-3782
 
__________________________________________________________________________________________________________

         © 2003, Todos os direitos reservados, Grupo Gay da Bahia