O GGB    ::    SEJA MAIS UM FILIADO    ::    FAÇA SUA DOAÇÃO    ::    ggb@ggb.org.br
 

Home
Saúde
Movimento GLBT
Grupos GLT
Editorial
Legislação
Direitos Humanos
Orientações
Caderno Cultural
Educação
Agenda 2004
Notícias
Artigos-Opinião
Acontece
Nossas publicações
Turismo
Sociedade
Destaques
Marcelo Cerqueira
Sites
Projetos
Roteiros e serviços

 

  

Entrevista INÊS DOURADO
Sobre a prevenção é importante pensar em varias ações

Professora universitária do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA),Inês Dourado trabalha a cerca de dezoito anos em pesquisas sobre HIV e Aids na Bahia. Ela observa que uma das mudanças em relação a doença no Brasil de forma positiva foi o acesso universal aos medicamentos para o tratamento das pessoas que vivem com a doença. Em relação a prevenção ela diz. “..é necessário pensar em várias possibilidades de acordo com as necessidades de diferentes grupos. Não é só o uso do preservativo e a redução no numero de parceiros (que deve ser enfatizado). Mas também as profilaxias pré e pós exposição; a adesão ao tratamento, pois como disse, tratamento é prevenção. Necessidade de mais informações para a população”. (foto)

 

Salvador,Ba, domingo, 27 de novembro de 2011 - por Marcelo Cerqueira

Grupo Gay da Bahia (GGB) - Quanto tempo você atua na área da prevenção?
Inês Dourado (ID):17 anos

GGB - Qual serviço especifico?
ID: Trabalho acadêmico de pesquisa e formação de recursos humanos - Instituto de Saúde Coletiva/UFBA 

GGB - Como foi essa decisão de se aprofundar nessa área?
ID: Durante o meu doutorado na Universidade da Califórnia em Los Angeles nos anos de 1989-1994. O meu orientador Professor Roger Detels é o pesquisador chefe de um grande estudo de coorte chamado de MACS- que produziu e ainda produz conhecimentos importantes para a epidemia de HIV/aids. E trabalhei com ele nesse estudo.

GGB – Qual foi a parte mais difícil dessa decisão?
ID: Não enfrentei dificuldades em tomar a decisão de trabalhar com HIV/aids

GGB – Em pouco mais que trinta anos o que mudou em relação à prevenção, tratamento e assistência às pessoas?

ID: Muita coisa mudou, começando com o tratamento, temos grandes avanços. Falando do Brasil especificamente, o acesso universal ao tratamento vem possibilitando o aumento da sobrevida das pessoas que vivem com o HIV assim como melhora na qualidade de vida. Quanto à assistência, isso depende em qual local do país a pessoa reside, pois a desigualdade na assistência é enorme. Em várias cidades do país, incluindo Salvador, as pessoas estão sendo diagnosticadas com o vírus tardiamente e iniciando seu tratamento também tardiamente, com sérias conseqüências para a vida dessas pessoas e também para a epidemia, pois sabemos que tratamento é prevenção.
Quanto à prevenção, é necessário pensar em várias possibilidades de acordo com as necessidades de diferentes grupos. Não é só o uso do preservativo e a redução no numero de parceiros (que deve ser enfatizado). Mas também as profilaxias pré e pós exposição; a adesão ao tratamento, pois como disse, tratamento é prevenção. Necessidade de mais informações para a população.

GGB – Como você acha que o tema do HIV e demais DSTs devem ser abordadas para sensibilizar a sociedade?

ID: Devem ser abordados como as outras doenças infecciosas de curso crônico. E sempre combatendo o estigma e a discriminação.

GGB – Na sua opinião que rumo ta tomando a doença nos últimos anos?
ID: o de uma doença crônica

GGB – Como você observa a postura das pessoas frente a doenças como Aids, HPV e Hepatites?
ID: Com relação a aids- ainda com preconceito

GGB – E as Ongs, seu papel, você acha que o movimento tem crescido. Qual sua avaliação dessa atuação de base no combate à epidemia?

ID: Acho que o movimento tem diminuído. E a atuação das ONGs continua sendo fundamental. Penso que uma retomada do ativismo das ONGs se faz necessário.

GGB – Qual sua mensagem de esperança para esse 1 de dezembro de 2011

IN: Novos estudos indicam que existem várias possibilidades de proteção do vírus e também de convivência prolongada com o vírus. Assim, é necessário o diagnóstico precoce da infecção.  

Serviço

Inês Dourado
Instituto de Saúde Coletiva/UFBA

 

 


Voltar

  __________________________________________________________________________________________________________
  Grupo Gay da Bahia - GGB
Rua Frei Vicente, 24 - Pelourinho - Caixa Postal 2552
CEP 40.022-260. Salvador / Bahia / Brasil 
Tel.: (71) 321-1848 / 322-2552 / 322-2176
Fax: 322-3782
 
__________________________________________________________________________________________________________

         © 2003, Todos os direitos reservados, Grupo Gay da Bahia