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Entrevista - Carlos Tufvesson e André Paiva

Essa é uma história, digamos assim, de contos de fadas. Há 11 anos, um casal se apaixonou e resolveu morar junto. Construíram uma casa, com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas e para o Cristo Redentor, e compraram um cachorro. São três alianças de compromisso e uma tatuagem com o signo dos dois, leão e escorpião. Estamos falando do caso de amor do estilista Carlos Tufvesson com do arquiteto André Piva.

Juntos, eles levam uma rotina igual à de qualquer casal heterossexual. Se preocupam com as contas, com as tarefas domésticas... e até discutem a relação.

"Essa parte fica com Tufvesson", garante Piva.

Na semana em que o Mix Brasil – Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual - se despede de São Paulo e chega ao Rio (a abertura é dia 21), nada melhor do que conversar com esse casal tipicamente carioca. A seguir, os melhores trechos do bate-papo com Carlos Tufvesson e André Piva.(foto)

POR Roberta Escansette, o Globo, Rio de Janeiro, 20/11/06

Como vocês se conheceram?
Carlos Tufvesson: Eu morava em Botafogo e jantava no restaurante chamado Bastilha, que por acaso foi feito pelo André e é da prima dele, Lúcia. A gente se esbarrou e não desgrudamos mais.

Qual a receita para um casamento durar 11 anos?
CT: É estar eternamente namorando. A gente é muito grudado um no outro. É uma simbiose. Também não dormimos com um problema. Eu acordo o André e discuto a relação.

Como vocês se imaginam daqui a 20 anos?
André Piva: A gente vai ser a mesma coisa, como éramos há 11 anos.

CT: Tem pessoas que têm sorte. Deus ilumina a quem encontra a sua cara metade na vida. Eu encontrei a minha.

Deus ilumina a quem encontra a sua cara metade na vida

A família aceita a relação de vocês?
CT: O presente do André de Natal é maior do que o meu e vem um cartão escrito ‘meu querido cunhado’ e para mim um copo de plástico (risos). A minha família ama o André. A minha prima casou e fez questão que o André ficasse do meu lado e da mãe dela no altar.

AP: Minha mãe lê as matérias que saem do Carlos, é super fã. Já fizemos festas de família na nossa casa.

Vocês pensam em adotar uma criança?
AP: Não. Eu acho legal, mas a gente não tem tempo. O Carlos já pensou nisso, mas desencanou.

São três alianças de compromisso e uma tatuagem. Vocês gostariam de se casar oficialmente?
AP: Sim, por causa dos direitos.

CT: Queremos que a nossa união possa realmente significar o que o casamento deveria significar. O casamento nos moldes propostos pela sociedade não deu certo, desculpe.

Vocês lutam por isso?
CT: Claro, eu escrevo carta para as autoridades. Os meus direitos constitucionais estão sendo relevados. No banco tive que declarar que eu sou solteiro. Isso me incomodou demais.

Os meus direitos constitucionais estão sendo relevados

Por causa do preconceito que ainda existe na sociedade, vocês já deixaram de se beijar em público?
CT: Não. Essa energia do amor é uma coisa que não pode agredir a ninguém. Me sentiria incomodado de ver um casal hetero se agarrando num restaurante, assim como um casal homo. Como também acho chato os guetos gays. Ainda é necessário por causa do preconceito, mas... É uma questão de se dar o respeito.

Quem cuida da casa de vocês? Quem deixa a toalha na cama...
AP: Eu cuido mais da casa e das contas é o Carlos. Mas temos uma pessoa que cuida da gente.

CT: É uma casa de dois homens. Convivemos com a bagunça com mais facilidade do que se tivesse uma mulher em casa, que são mais organizadas... Mas quem deixa toalha na cama é o André.

O que atrai um no outro?
CT: O André é uma pessoa muito querida. É um prazer dividir a vida com ele. Ele é um companheirão, um fofo. Dormir com esse cara é maravilhoso, acordar com ele também. Uma pessoa boníssima.

AP: Ele é um gato (risos). Além de ser lindo, hoje eu tenho até mais ciúme dele do que ele de mim, o Carlos tem uma personalidade fortíssima que eu admiro e me espelho. É carinhoso... me completa. Não sei ficar sem ele.

Dormir com esse cara é maravilhoso, acordar com ele também

Qual foi a última vez que falaram eu te amo um para o outro?
CT: Todo dia, toda hora... Senão eu não estaria com ele.


 


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