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Plano nacional
Campanha de enfrentamento da aids é lança em Brasília: " Faça o que quiser, mas faça com camisinha",
Por Léo Nogueira

 
 

BRASILIA – 26/03/08 - Ao lançar campanha, Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, critica obscurantismo da sociedade e elogia ativismo Obscurantismo, de acordo com o dicionário online Michaelis, signfica “estado de completa ignorância” e também “oposição sistemática a todo o progresso intelectual ou material.” Foi com esse termo que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, classificou parte da sociedade brasileira. “Não vamos nos iludir pensando que o pensamento hegemônico brasileiro concorda com tudo o que foi dito aqui”, disse o ministro, durante lançamento do “Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e outras DST entre gays, HSH [homem que faz sexo com homem] e travestis”. Durante o seu breve pronunciamento, Temporão avaliou que grande parte da sociedade é obscurantista, o que dificultaria a implantação de diversas ações do Ministério da Saúde. Daí, ainda na avaliação do ministro, o valor da militância política. “Queria destacar a importância do ativismo”, ressaltou. Além de José Gomes Temporão, também participaram do lançamento oficial do plano políticos, gestores públicos e representantes da sociedade civil. A campanha vai distribuir 100 mil cartazes e 500 mil folders.

Assim como os demais presentes, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, explicou que a epidemia do HIV cresce mais entre os homossexuais do que em outros grupos analisados. Em função disso, o plano começou a ser elaborado em 2007. Quando se fala da população transexual, outro grupo contemplado pelo plano, ainda há uma ausência de números confiáveis sobre a dimensão da doença.

“No caso do segmento das travestis ainda não temos dados epidemiológicos que possam dar a magnitude do problema”, esclareceu Temporão. Para o ministro, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o plano segue um modelo parecido com o do Sistema Único de Saúde (SUS) ao incentivar a participação popular na formulação de políticas públicas. “Tudo isso existe dentro de uma coisa chamada SUS”, entende o médico José Gomes Temporão.

Gerson Penna, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, explicou que os gays têm 18 vezes mais chance de se infectar pelo HIV do que os heterossexuais. “13% dos casos novos de Aids por ano se dão nesse grupo”, lembrou. O gestor disse que, além do combate ao vírus da Aids, o plano tem como intuito à “promoção da visibilidade positiva das travestis.”

Além da maneira como o documento foi elaborado, Gerson Penna também falou das ações previstas no plano. Ele citou, entre outras, a 1º Conferência Nacional GLBT (que acontece em junho em Brasília) e a distribuição de material de prevenção voltado aos gays (100 mil cartazes e 500 mil folders). “Esse material vai pra escola? É claro que não”, esclareceu Penna, ressaltando tratar-se de uma campanha focada (conheça).

“A gente necessita dessas ações que aqui estão. Travesti não é homem, nem é mulher. Travesti é travesti”, disse Keila Simpson, da Associação Nacional das Travestis (Antra). “Pela primeira vez a gente foi recebida pelo Ministro da Saúde. Isso é emblemático”, avaliou a presidente da Antra.

“Atualmente nós somos 39% dos casos de Aids”, afirmou Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Transexuais e Travestis (ABGLT). Ele ressaltou que esse patamar é alcançado quando se analisa infecções somente pela via sexual. “É um plano muito bem elaborado”, elogiou. Toni Reis disse que 103 cidades já teriam confirmado a realização de conferências locais para o público gay, em preparação ao encontro nacional.

A deputada federal Cida Diogo, coordenadora da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, classificou a campanha, que faz parte das ações do “Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e outras DST entre gays, HSH e travestis”, como “ousada.” Para Diogo, a iniciativa “reflete a ousadia do Programa Nacional [de DST/Aids] ao longo desses anos”.

“O Ministério da Saúde tá querendo discutir a realidade concreta. Rompendo barreiras, rompendo preconceitos”, avaliou a congressista Cida Diogo. O deputado federal Chico D’Ângelo, presidente da Frente Parlamentar de HIV/Aids, também esteve presente ao lançamento do plano.

Presidente do GGB participa de lançamento do Plano em Brasília

Da Redação do Site do GGB - 26/07/08 - O presidente do Grupo Gay da Bahia Marcelo Cerqueira esteve a convite do Ministério da Saúde, Programa Nacional de DST/Aids em Brasília na manhã de ontem para o lançamento do Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre Gays, Homens que fazem sexo com homens e Travestis. Cerqueira, acredita que o plano deve sair do papel o mais breve possivel e ganhar todo o Brasil como uma ação que deve ser comemorada por todos os brasileiros homossexuais.

 O documento concebido a partir do esforço da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Travestis é um ação que tem a finalidade de botar a questão da aids na pauta do dia. O Plano deverá sem adotado como política pública em todas as esferas. “vamos trabalhar para promover o plano e suas ações na região Nordeste, na Bahia e nos municípios baianos” disse Marcelo Cerqueira.

O Plano estabelece metas, objetivos e atividades a serem colocadas em prática no enfrentamento da questão da aids no Brasil. De Acordo com pesquisas os homossexuais são 11% mais vulneráveis que os homens heterossexuais na questão da infecção pelo HIV. Eles estão em desvantagens por doais aspectos principais a homofobia e, conseguinte a vulnerabilidade social que se apresenta a partir da pouca aceitação dos mesmos pela sociedade geral. Francisco Pedrosa, do Grupo de Resistência Asa Brança do Ceará, Julio Avila da Associação Goiania de Gays, Lésbicas e Travestis entre outros ativistas nacionais marcaram presença no lançamento.

“Faça o que quiser, mas faça com camisinha”

“A campanha é um luxo, bem feita e muito sedutora, não somente pela imagem do lindo moço, mas pela também pela frase que insinua fazer o que quiser com aquele colosso” é o que acredita o presidente do GGB. “Mais uma vez o Programa Nacional de Aids ouse, parabéns”, conclui.

O GGB já aderiu ao apelo da campanha de “Faça o que quiser, mas faça com camisinha”, a entidade vai divulgar o cartaz da campanha com a logo marca própria nos espaços de sociabilidade homossexual em Salvador a partir de hoje.

A campanha que é uma alusão ao filme Beleza Americana na qual o modelo aparece pelado em um mar de preservativos vermelhos. Saunas, boates e bares irão receber o cartaz em forma de adesivo no tamanho 30X40 e deverão colar em locais visíveis para que todos possam ver o apelo do Programa Nacional de aids convocando para o uso do preservativo. Muitos lamentaram a ausência do modelo que protagoniza a campanha no lançamento da mesma com a presença do Ministro.

 

 

 

 

 


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