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África
Editoria local Salvador, Ba,
SALVADOR, 21/07/09 – O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB) o professor Marcelo Cerqueira reuniu-se na manhã de segunda feira em Brasília com o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo para discutir uma estratégia de ação de promoção dos direitos e da cultura dos homossexuais brasileiros e africanos por ocasião do Festival de Artes Negras (Fesman) que acontece no Senegal em Dezembro próximo. Antes de estar com Zulu Araújo Cerqueira, esteve no gabinete do ministro da Cultura Juca Ferreira que também aprovou a idéia de abrir o debate com os paises africanos. No Senegal a homossexualidade ainda recebe sanções punitivas e as pessoas podem ser presas e pegar cinco anos de prisão pela prática. Os africanos consideram o Brasil um paiz africano pela força viva da cultura negra que resistiu a dominação européia por séculos. Para Marcelo Cerqueira o Brasil deve ajudar libertar as mentes dos homossexuais africanos, porque nos eu ponto de vista o que hoje chamamos de homofobia não faz parte da matriz africana é produto que veio de fora com a colonização dos estados africanos. “Mesmo que pese no Brasil ainda haver muito preconceito, não temos sanções punitivas com base na orientação sexual”, diz Cerqueira informando que além da prisão alguns estados aplicam pena de morte. “O Brasil não pode impor um comportamento e também não deve interferir diretamente na cultura desses paizes, mas podemos chegar ao Senegal com um pensamento de que a homofobia é um crime contra a humanidade” conclui Cerqueira informando que os homossexuais africanos são nossos irmãos e que em caso de violência grave o Brasil deve oferecer abrigo a estas vitimas. O GGB já tem o apoio da Fundação Palmares e do Ministério da Cultura para começar o dialogo com os movimentos sociais de raça e gênero para formatar o pensamento brasileiro no Fesman. Eduardo Barbosa diretor adjunto do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde também se interessou em ajudar formatar esse pensamento no campo da saúde “A Aids é um grave problema de Saúde e nossa ação visa cooperar com a prevenção nos paízes africanos afetados pela epidemia do HIV”, disse Eduardo Barbosa. Agora com esses apoios o GGB vai buscar sensibilizar o Movimento Negro no Brasil para que eles possam se interessar em promover esse debate no seu segmento cultural. “Ainda é meio difícil discutir essas questões com alguns segmentos do movimento negro no Brasil” disse Otavio Reis do Quimbanda Dudu Grupo Gay e Negro em Salvador. A idéia da entidade é promover um seminário de qualidade com diversos intelectuais até dezembro no Brasil e que por ocasião do Fesman onde todos estarão reunidos abrir esse debate com os governos e sociedade civil africana. O GGB estará nos próximos dias fazendo contato com a Embaixada do Senegal no Brasil para começar o dialogo. Ao que parece não deve ser legal ser negão e gay no Senegal, ao contrário da música. Matérias anteriores OS SELVAGENS - veja cenas fortes de pura homofobia em Maputo, aproveite e faça a denuncie!
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