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GGB pede apuração de morte de homossexual por policial militar

Salvador,BA, sexta-feira, 9 de setembro de 2011 - por Marcelo Cerqueira


O GGB recebeu a notícia de que um homossexual teria sido morto por um policial militar no Banheiro da Estação da Mussurunga no inicio dessa semana, fizemos contato com a Central de Policia e não tivemos nenhuma informação, assim também como fizemos contato com a Delegação de Policia Civil responsável pela região, também sem informações. Mas populares afirmaram que de fato aconteceu ação violenta.

O fato foi noticiado nessa última segunda-feira dia 5 de setembro de 2011 pelo site Policia e Notícia de Salvador. Segundo o site por volta das 20h passageiros que aguardavam suas conduções na Estação Mussurunga, foram até um módulo policial para acionar um PM denunciando que um grupo de homens estariam fazendo orgia dentro do banheiro do local.

Ao atender o pedido dos passageiros, o PM, ainda desconhecido, se dirigiu até o sanitário masculino e tentou retirar os homens d0 local. Um deles teria reagido com violência e ao agredir o PM, foi baleado no abdomêm. O homem, de nome também não divulgado, que aparentava 32 anos, chegou a ser socorrido por uma viatura da policia militar, mas não resistiu e morreu a caminho do Hospital.

O GGB mandou  ontem carta a Corregedoria da Policia Militar solicitado abertura de Processo Administrativo Disciplinar(PAD) para apurar a denuncia. Na opinião do GGB o policial teve a oportunidade de aplicar a Lei,optou pela violência abatendo a vitima que caiu no banheiro da Estação. Confira abaixo a carta enviada a Policia Militar, solicitando providencias.  

 

Salvador, 9 de setembro de 2011

A Corregedoria da Policia Militar da Bahia
Excelentíssimo coronel Ronaldo Menezes corregedor da Polícia Militar
Rua Amazonas, 13 - Pituba
Salvador - BA, 41830-380, Brasil
(0xx)71 3116-3082

Referente: Apuração de homicídio praticado por policial militar

Prezado Senhor Coronel

                                   Cumprimentando-o respeitosamente vimos solicitar a Vossa Excelência instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta do policial que prestava serviço na Estação Mussurunga que de acordo a populares no último domingo acabou através de disparo de arma de fogo acabou a tirar a vida de um homossexual, conforme descrição do jornal eletrônico Polícia e Política de 5 de setembro de 2011.
                                   Acreditamos ser essa uma conduta criminosa e homofobica esta ração desse policial descontrolado e por isso solicitamos as medidas cabíveis e inclusive o afastamento imediato desse servidor mal preparado para lidar com as idiossincrasias do cotidiano do seu trabalho como zelador da paz e da ordem pública.  O policial teve a opção de aplicar a lei e não fez, buscou usar da violência, pratica desaconselhada pela própria instituição Policia Militar. De acordo com o Código Penal Brasileiro no capitulo que trata dos crimes de ultraje público ao pudor, o artigo 233 descreve que praticar ato obsceno em local aberto público, ou aberto ou exposto ao público tem como pena prevista a detenção de três meses a um ano, ou multa.

                                   O GGB recebeu a denúncia e outras informações sobre a vitima de 32 anos, se tratava de um homossexual conhecido na estação de trasbordo da Mussurunga e que não apresentava comportamento considerado anormal no trato cotidiano com as pessoas.
                                   Sobre o possível episodio como cita o jornal eletrônico “bando de homens fazendo orgia no banheiro” informamos que a essa pratica chamamos de “Pegação” algo que existe nas grandes cidades de todo o mundo. O GGB desaconselha essa pratica, mas vivemos em uma sociedade democrática que os indivíduos têm o seu livre arbítrio para se expressar, inclusive dessa forma. Mesmo que pese essa situação não se procede matar alguém por ta fazendo essa pratica erótica absolutamente masculina e cultural.
                                   Reiteramos o pedido de providências imediatas contra esse policial despreparado para promover a paz e a ordem no seu meio de trabalho.

 

                                   Cordialmente,

                                   Marcelo Ferreira de Cerqueira
                                   Grupo Gay da Bahia 

 

 

 

 


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