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A hepatite C e o alcoolismo são atualmente as principais causas de doença crônica do fígado. Estima-se que cerca de 3% da população mundial esteja infectada pelo vírus da hepatite C (VHC), sendo que muitos dos indivíduos infectados desconhecem o fato de serem portadores do vírus. A infecção pelo VHC constitui importante problema de saúde pública, devido à grande porcentagem de casos que evoluem para hepatite crônica, associada ao risco de cirrose e carcinoma hepatocelular. O
agente etiológico e suas formas de transmissão Até o início da década de 90, o VHC era responsável por mais de 90% dos casos de hepatite pós-transfusional. Desta forma, todas as pessoas que receberam transfusão de sangue ou hemoderivados até o início dos anos 90, com ou sem história de hepatite pós-transfusional, devem ser avaliadas quanto a uma possível contaminação com o VHC. No Brasil, a realização de testes sorológicos para pesquisa de infecção pelo VHC é obrigatória desde 1993. No entanto, apesar de o VHC ser a principal causa de hepatite pós-transfusional até os anos 90, somente 4% dos casos de hepatite C eram atribuídos à hemotransfusão. A principal forma de transmissão do VHC é por uso de drogas endovenosas, correspondendo a mais de 50% dos casos de hepatite C. Outras vias de transmissão são: o uso de cocaína intranasal (através de espelhos e canudos de aspiração contaminados), uso de quaisquer outros materiais pérfuro-cortantes contaminados, inclusive os utilizados em procedimentos médicos e odontológicos e aqueles empregados em tatuagens e para colocar piercing. O risco de transmissão por via sexual ou materno-fetal é baixo, mas pode ser maior naqueles indivíduos com altos níveis circulantes de VHC-RNA. A transmissão durante a amamentação ainda não foi documentada. Quadro Clínico O tempo de incubação do VHC varia de 6 a 7 semanas, sendo leves as manifestações clínicas da infecção. Até 80% dos casos evoluem para a forma crônica assintomática, e destes, aproximadamente, 40% apresentam níveis séricos de transaminases persistentemente normais. Após 2 décadas de infecção, a hepatite C crônica pode evoluir para cirrose (20%) e carcinoma hepatocelular. O risco de evolução para cirrose é maior em: homens
O diagnóstico
da hepatite C é realizado pela detecção de anticorpos
contra o VHC (anti-VHC) por teste imunoenzimático (ELISA). Este
teste adquiriu maior sensibilidade e especificidade ao evoluir da primeira
para a segunda e terceira geração. No entanto, este teste
pode ser falso-negativo nos primeiros meses após a infecção
pelo VHC, nas fases iniciais da hepatite C, e pode ser falso-positivo
em pacientes com hipergamaglobulinemia.
Casos em
que há aumento de transaminases: indica-se a biópsia hepática.
Referências: Herrine SK.
Approach to the patient with chronic hepatitis C infection. Ann Intern
Med 136: 747, 2002. JORNAL DO
LABORATÓRIO MODERNO é um periódico informativo editado
pela EDITORA MED PRESS LTDA Diretora
Pedagógica: Professora Maria Rita Cocucci Reis Texto original retirado do site do Laboratório Leme - http://www.lableme.com.br/bol_04_08.asp - Salvador, Bahia, 19 de março de 2006, 23hs. Confira!
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