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Todas as pessoas que receberam sangue antes de 1992 têm grandes riscos de estarem infectadas com o vírus da Hepatite C (HCV). No Brasil, antes dessa data, o material destinado às transfusões não era analisado para a detecção da doença. Silencioso, o vírus pode não se manifestar por até 20 anos. Os portadores podem descobrir sua condição em um estágio já muito avançado. Aproximadamente 90% das pessoas com o HCV não sabem que estão infectados. Isso faz da doença um dos mais sérios problemas de saúde pública, sendo a principal causa de transplante de fígado no país. No Brasil a enfermidade já infecta 5 vezes mais que a Aids. Segundo o Ministério da Saúde já são 2 milhões de infectados, 1,5% da população do país. Outro dado preocupante do Ministério é que a hepatite C apresenta a taxa de mortalidade com maior crescimento no país, tendo aumentado 30,6%, em média, em 2005. O vírus é transmitido pelo contato com sangue contaminado. Atualmente as formas mais comuns de contágio são o uso de drogas com agulhas e seringas compartilhadas e manipulação com material contaminado que corte ou fure a pele, como lâminas, bisturis, alicates e agulhas. Segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 170 milhões de pessoas no mundo estão infectados com a Hepatite C. O diagnóstico precoce e tratamento adequado são fatores primordiais para que o paciente recupere sua saúde. Felizmente, já existe cura para Hepatite C. As chances de acabar com o mal são grandes. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Dos 80% restantes, quase dois terços, quando tratados corretamente, são curados. Hoje o tratamento mais avançado é a combinação de Pegasys (Interferon Peguilado Alfa 2a - 40KD) com Ribavirina. A terapia, inclusive, acaba de receber aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser utilizada em pacientes que não tiveram um bom resultado com outros medicamentos. Trata-se do primeiro remédio no país, para a hepatite, a ter essa indicação. Primeira Hora / Com Agências 14 de janeiro de 2007.
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