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Brasil mantém título de campeão mundial de homicídios de homossexuais

Diego Mascarenhas / Divulgação

Marcelo e Valquíria: "Educação é o caminho para resolver problema"

Guilherme Lopes, do A Tarde On Line 15/05/08
Eles eram professores, vendedores, estudantes, cozinheiros ou cabeleireiros do sexo masculino. Pelo menos 88 pessoas com esse perfil comum foram mortas no Brasil dentro de casa ou na rua em 2007 apenas por serem gays e assumir publicamente sua sexualidade. Outras 34 pessoas foram assassinadas no mesmo período por serem travestis.

O número total de 122 homicídios de homossexuais registrados em um ano representa um aumento de 30% com relação aos registros de 2006 e dão ao Brasil o triste título de campeão mundial em crimes desse tipo, muito distante do México, que aparece em segundo lugar com 35 mortes, e dos Estados Unidos, terceiro, com 25.

A Bahia, com 18 casos, é estado com maior incidência desse tipo de crime. A região Nordeste concentra 2 entre cada 3 homícidos cometidos contra homossexuais no Brasil. em 2007, foram 81 assassinatos. Somente nos quatro primeiros meses de 2008, já foram registrados 43 casos no Brasil, sendo 4 deles na Bahia.

Os números foram apresentados na tarde desta quinta-feira, 15 de maio, por Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), em entrevista coletiva durante as comemorações pelo Dia Internacional Contra a Homofobia, que ocorre no próximo sábado, 17 de maio. Além da coletiva, o dia foi marcado por uma sessão especial na Câmara Municipal de Salvador e uma manifestação na Praça Thomé de Souza.

Para o militante, a principal motivação dos assassinos seria a estranheza que ainda causa na sociedade a atração por pessoas do mesmo sexo. "Os meninos ainda são criados, desde o berço, para sempre demonstrarem virilidade, enquanto meninas para ser sempre doces e meigas", afirma.

Apesar de alarmantes, acredita-se, no entanto, que o número real de crimes possa ser muito maior, pois os dados estão baseados somente em pesquisas em jornais e internet feitas pelos coletivos GLBTs nos estados, já que não há estatísticas oficiais sobre o assunto. Além disso, não estão computados os assassinatos ocorridos no Rio Grande do sul, Amapá, Rondônia e Roraima, estados onde não é feito esse tipo de levantamento.

Cerqueira explica que trabalhar contra esse tipo de ocorrência é uma das principais atribuições do GGB. No entanto, ele destaca que o grupo se preocupa também com outra forma de homofobia, que é aquela exercida pelo próprio indivíduo homossexual. “O primeiro caso é o da homofobia externa, sofrida na rua, no trabalho, no dia-a-dia. O segundo é aquela em que a pessoa se reconhece como gay, mas não se aceita, o que traz graves conflitos internos”, explica.

Para a presidente do Grupo Palavra de Mulher Lésbica, Valquíria Costa, mesmo representando apenas 3% do total de vítimas de homicídio registradas no ano passado, as mulheres também sofrem com o preconceito homófobo. “A sociedade só aceita ver duas mulheres de mãos dadas se forem amigas. Isso causa uma total negação da sexualidade da lésbica”, diz. Ela critica ainda a visão de que um casal lésbico faz parte do imaginário erótico masculino, o que é igualmente nocivo para elas.

SOLUÇÕES – Tanto Valquíria quanto Cerqueira acreditam que a educação e o investimento em conscientização são as únicas vias possíveis para a redução da homofobia e do número de crimes registrados no Brasil. “E para isso precisamos de investimento dos governos. O trabalho voluntário é muito importante, mas sozinho não sustenta a nossa luta”, sentencia Cerqueira.

Quanto aos cuidados individuais que devem ser tomados pelos próprios gays e lésbicas, Marcelo e Valquíria alertam que não devem levar pessoas desconhecidas para casa. Segundo eles, é comum homens se arrependerem de passar a noite com alguém do mesmo sexo e reagirem de forma violenta. “Isso sem contar os casos em que alguém se aproveita do convite para roubar e matar o parceiro”, avisam.

SERVIÇO – O Grupo Gay da Bahia e o Grupo Palavra de Mulher Lésbica prestam atendimento àqueles homossexuais e travestis que se sentirem discriminados em Salvador.

O QUÊ | Grupo Gay da Bahia
TELEFONE | 71 3321 1848
ENDEREÇO | Rua Frei Vicente, 24, Pelourinho
SITE | www.ggb.org.br      

O QUÊ | Grupo Palavra de Mulher Lésbica
TELEFONE | 71 3321 1982
ENDEREÇO | Rua Castanheda, 23, Mouraria

 

 


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