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Consciência Negra
Joãozinho da Goméia recebe homenagem póstuma no Rio de Janeiro em 2 de novembro

Joazinho da Goméia numa foto de Pierre Verger, Salvador,BA.

Salvador, BA, terça-feira 25 de outubro de 2011  por Marcelo Cerqueira

Contato: marcelocerqueira@atarde.com.br

O Babalaô Joãozinho da Goméia (1914 – 1971) recebe tributo em memória no dia 2 de novembro em que todo Brasil é celebra a Consciência Negra. O ato acontece na corte 8 do  cemitério Nossa Senhora de Belém ás 10h na cidade de Duque de Caxias no Rio de Janeiro onde ele decidiu morar e tocar candomblé de Angola. A organização é do Grupo Descendentes da Goméia dos estados do Rio, São Paulo, Santa Catarina, Minas e Bahia.  

Fantasiado com o prédio da ABI Capa de disco religiso

O Grupo convida a todos que compareçam de branco e a idéia é fazer o caminho oposto ao cemitério. Os participantes sairão em caminhada do cemitério até o antigo barracão e segundo os organizadores tem a finalidade de sensibilizar os poderes públicos para a construção do Centro Cultural Afro Brasileiro Joãozinho da Goméia idealizado em 1987 e aprovado em 2004.

Joãozinho foi uma personalidade irreverente a sua época e a sua envergadura como líder espiritual. Foi iniciado no candomblé de Angola logo cedo pela nação Bate Folha conhecido terreiro de candomblé localizado em Salvador no bairro da Mata Escura em funcionamento até os dias atuais. Zelador de Santo novo e homossexual assumido não teria muito espaço em Salvador, cidade de presença Ketu, mesmo sendo os candomblés de nação Angola mais numerosos e a língua dado uma enorme colaboração a nossa língua portugresa, segundo a professora Ieda Pessoa Castro em seu livro Falares Africanos, um dicionário afro-brasileiro, publicado pela Academia Brasileira de Letras em 2001.

Joãozinho, moço, bonito e muito dinâmico decidiu ir tentar a sorte na cidade maravilhosa e levou consigo a equedi Samba de Amungo e ambos protagonizaram o maior candomblé em fama no Brasil de sua época. Corre-se no Correio Nagô da Bahia o seu desafeto com a sua casa de origem, o Bate Folha. Segundo esse mesmo Correio Nagô a casa não reconhecem ambos como filhos por alguns motivos em relação a tradição e um deles reza a lenda que Samba teria levado consigo registros culturais da tradição de Angola. Esses registros seria um livro contendo cantigas e rituais afro-religiosos.

No candomblé as equedes  são as zeladoras dos santos, cargo feminino muito importante que não entra em transe e elas são como a segunda pessoa do orixá. São mulheres escolhidas para servirem, cuidar da estética e manter a ordem e a tradição junto com o dono da Casa.  

 


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