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SER GAY NÃO É ESTRANHO. Estranha é a homofobia!

Por Julian Rodrigues direto de São Paulo

Salvador, Bahia, quarta-feira, 22h, 17 de agosto de 2011 - Ed Marcelo Cerqueira

Amar, gostar, beijar, dar e receber carinho. Ter prazer. Somos mulheres e homens. Iguais. Quem não quer ser feliz? Quem não quer ter o direito de procurar o que lhe dá tesão, o que lhe dá satisfação? Quem não quer amar e ser amado, gostar e ser gostado, desejar e ser desejado?

Na tradução a palavra estranho ou estranha quer dizer esquisito, diferente, anormal, doente, pervertido, sujo, pecador, perverso. Julian Rodrigues (foto) Gays? Não. Pessoas, somente. Lésbicas? Não, só gente.
Travestis? Não, apenas seres humanos. Estranho não é ser quem a gente é. Estranho é querer dizer como as outras pessoas devem viver e ser felizes.  Mais estranho ainda é discriminar alguém só porque essa pessoa é "diferente”. Mas, diferente para quem? Quem determina o que é o certo e o errado em termos de felicidade?

Gente é pra brilhar. A Declaração Universal dos Direitos Humanos diz uma coisa linda: "todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos (...) devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade". Somos iguais na nossa humanidade. Mas, não somos iguais nos nossos sonhos, na nossa forma de ver o mundo, na nossa forma de vestir, de falar, de amar, de nos relacionar.

Somos diversos, plurais, maravilhosamente únicos. Mas somos todos seres humanos, com os mesmos direitos e deveres. Por isso, estranho não é ser gay. Nem lésbica. Nem bissexual, travesti ou transexual. Porque é tudo gente. Tudo humano. Todo mundo igual a todo mundo - e cada um do seu jeito. Estranho é ser preconceituoso. Estranho é não aceitar a maravilha que é a diversidade. Estranho é achar que uns são melhores que os outros.

Mais estranho ainda é querer dizer como as outras pessoas devem viver. Ninguém é fiscal da vida de ninguém. Por que uns não teriam direitos e outros teriam? Isso não é democracia. Chega de homofobia. Chega de preconceito.

Vamos viver e deixar que todos vivam! Direitos iguais, nem menos nem mais. Violência já era. Discriminação é coisa de gente atrasada. Viva a Parada Gay de Salvador - momento de celebrar a maravilha de ser igual, sendo diferente. Estranha, de verdade, é a homofobia.

Julian Rodrigues
Ativista pelos direitos humanos direto de São Paulo

 

 


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