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Abertura clássica
Cantora Juliana Ribeiro executa Hino Nacional a capela na 10º Parada Gay da Bahia

foto - Marcelo Mendonça

Juliana Ribeiro (foto).

Cantora soprano vai interpretar o Hino Nacional na abertura da 10º Parada Gay da Bahia em versão clássica. “Vai ser uma das coisas mais emocionantes da tarde”, diz Mott.

SALVADOR,BA, sexta-feira, 20h, 2 de setembro de 2011 - por Marcelo Cerqueira


O Grupo Gay da Bahia (GGB) convidou a cantora  baiana Juliana Ribeiro de formação clássica para fazer a execução em capela do Hino Nacional na abertura da 10º Parada Gay no dia 11 de setembro no alto do trio elétrico no Campo Grande. È tradição desde a primeira edição do evento em 2002 fazer referência á Pátria com a execução do Hino.  Juliana aceitou o convite e expressou o seu contentamento em poder associar o valor artístico do seu trabalho como cantora a causa de combate a homofobia na Bahia.


Recentemente a cantora lançou o CD “Amarelo” que é uma releitura contemporânea dos ritmos tradicionais brasileiros. O repertório é resultado de uma paixão da artista pelas manifestações populares e uma pesquisa cuidadosa, trazendo para o CD um lundu de Xisto Bahia de 1880, sambas angolanos, um cântico de ijexá, maxixe, jongo, além de canções autorais da artista inspiradas nessas matrizes. Como incentivo à produção musical baiana, o repertório conta ainda com lançamentos da nova geração de compositores baianos como Tiganá Santana, Arthur Ribeiro, além de canções inéditas compostas especialmente para o CD por grandes mestres populares como: Roberto Mendes, Reginaldo Souza e J.Veloso. O GGB pensou em uma voz feminina clássica, soprano para se misturar com a multidão, a doçura do vento embalando à tarde, os poucos raios de sol para fazer uma abertura inesquecível da Parada.


A execução do Hino Nacional obedece a um cerimonial especifico, porém é facultativo a sua execução na abertura  ou encerramentos de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, bem como para exprimir grande satisfação em ocasiões festivas.  A Parada é um momento cívico da população LGBT na Bahia, apesar de que a cada dia um homossexual é executado no Brasil e os índices de homofobia – ódio aos homossexuais – cada vez se tornam alarmantes, mesmo que pese a falta de uma enérgica política nacional que garanta os direitos dessa população e que promova o fortalecimento das Organizações da sociedade Civil que atuam no combate a homofobia, o GGB sempre executou o Hino Nacional, porque entende que a Parada Gay é um evento cultural e cívico dos homossexuais. “A Parada é um momento de fortalecimento da auto estima de milhares de homossexuais”, acredita Luiz Mott, fundador da entidade na Bahia.

O evento tem previsão de evoluir às 15hs, sendo que a concentração começa a partir das 11h da manhã. É uma realização do Grupo Gay da Bahia (GGB).

 

 


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