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Leokret princesa fadinha da VI Parada Gay

VI Parada Gay da Bahia
28/8/2007
GGB entregará faixa de princesa fadinha a Leokret do Brasil
Redação do Site do GGB
por MARCELO CERQUEIRA



 

 

 



 

 

 



 

 

 

“Eu estou aqui para levantar o seu astral. Subo desço, barbarizo fechação não tem igual. Aonde chegou dou show, em 9 setembro, venha para a Parada Gay de Salvador” Leokret.

SALVADOR, BA, - Brincalhona, serelepe, inocente, malabarista, língua solta, mistura de erê com gente grande, invencioneira e além de tudo isso ela não abre mão de fazer as suas produções, suas roupas de shows. Cante com agente. Ela já se descobriu, Leokret do Brasil. A, vocês vão ter que me aturar.  É, eu sou quase uma mulher. I, vocês vão ter que me engolir. O, eu sou Leokret a melhor. U, eu gosto da cor azul.  Essas frases foram feitas em homenagem a dançarina fada Leokret do Brasil, 20 anos, que cunhou um jeito fenomenal de dançar pagode na Bahia. Leokret, como é conhecida vai ser a nossa princesinha na VI Parada Gay da Bahia no dia 9 de setembro.

Leokret é uma princesa dos reinados das fantasias juvenis que perpassa para o sonho de objeto de desejo de muitos homens na Bahia. Ela é uma personagem criada pelo movimento do pagode é um ser hibrido e ambivalente extremamente sedutora. Essa sua hibridez é algo fenomenal que promove uma confusão benéfica nas categorias mentais e sexuais brinca com o ser menino, menina, homo e hetero e desenlaça os tênues papéis de gêneros postos em nossa cultura sexual baiana.

Quando ela fala sua voz subverte as opções sexuais e provoca uma grande profusão das idéias, do visual das coisas ditas na norma. Leokret é muito mais que um simples travesti, pois sua figura perpassa essa barreira do que a sociedade entende como travesti. Ela é a Sininho, uma espécie de princesinha, fadinha maliciosa que consegui transitar entre os lados com sua varinha mágica de condão brincando com o que é ser mínimo e menina e com o sonho da juventude.

Para muitos meninos ela é uma menina que cresceu e ficou deliciosa transformou-se em algo provocativo, curioso e instigante, uma mistura de festa de brincadeira, deboche típico da cultura baiana. Isso é bom, porque o preconceito relaxa diante da criatividade do artista que gera momentos de pura e inocente alegria que contagia a todos. A alegria e o desejo de brincar tornam-se nesse momento, superior ao desejo de reprimir. Ela já é parte dos ídolos vistos na televisão que entra em todas as casas e viram íntimos das pessoas.  
 
Princesinha da indefinição. Ela nasceu com outro nome em Salvador. Freqüentou as reuniões do Se Ligue, no Grupo Gay da Bahia e sempre que havia festas de confraternização organizada pelos moleques do projeto, ela arrasava na coreografia.  Morou no bairro de Areia Branca em Lauro de Freitas, onde seu pai tinha um circo e desde os oito anos ela já era uma artista. Dançava e todos ficavam encantados, foi crescendo e virou esse fenômeno da dança popular na Bahia, o pagodão.

Conceder faixa de princesa é um reconhecimento pelo seu trabalha, mas não só por isso. Mas, por tudo de transformação mental que ela promove nas cabeças das pessoas. Ela abre um especo muito especial para outras pessoas que são iguais a ela na vida real. Conta à dançarina que “agora é ótimo, os bofes abrem espaço, pedem às bichas que dancem, é maravilhoso e sem violência” disse. “Ela é uma fadinha sapeca, hipnotiza todos, sega todos com a sua graça e sensualidade ingênua”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do GGB. Cerqueira informa que em muitas paradas que apresenta na Bahia, gays juvenis sobem ao palco para recitar os versos ditos pela Leokret “quero recitar Leokret”, diz.  “A Parada é algo popular, nada mais que formidável reconhecer figuras populares baianas” conclui.

Conheça um trecho dos versos

Eu cheguei ao Egito dei o meu nome com o grito. O Faraó Tutacamon na sua tumba me escondeu. Cleópatra para me salvar logo apareceu. Nefertite acordou e tentou me derrubar, mas quem caiu foi as Pirâmides do Egito quando comecei a dançar.

O Faraó Ramsés assumiu o trono, ele me escolheu como seu patrimônio. Na terra egípcia me tornei a rainha suprema, pois até a múmia se desenrolou com rebolado da morena. 

 

 


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