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Boletim do GGB ganha versão em livro com 380 páginas no dia do orgulho gay

Salvador,Ba, quarta-feira, 22 de junho de 2011 - Por MARCELO CERQUEIRA

Reprodução da capa do livro Boletim do Grupo Gay da Bahia - 1981 -2005

Para celebrar o 30º aniversário de fundação do Grupo Gay da Bahia, o mais antigo em funcionamento no Brasil e América Latina, entregamos ao público a edição completa do BOLETIM DO GGB, que apesar de sua simplicidade gráfica, com edições de 250 a 400 exemplares mimeografados, representou a publicação homossexual brasileira e latinoamericana de mais longa vida, 25 anos (1981-2005), perfazendo um total de 44 edições. Destinado prioritariamente à divulgação de notícias sobre as atividades desenvolvidas pelo Grupo Gay da Bahia, o Boletim do GGB incluía em todos seus números, notícias sobre o MHB (Movimento Homossexual Brasileiro), sobre as conquistas e destaques de gays, lésbicas e travestis no mundo, divulgando desde o primeiro numero lista com os nomes de homossexuais assassinados e artigos relacionados à nossa militância.

Com o surgimento da Aids, já na terceira edição, (abril 1982), noticiamos o surgimento do “câncer cor de rosa”, como era então chamado, tornando-se tema constante desta publicação. Salvo erro, é a primeira publicação “LGBT” brasileira a usar o conceito de “homofobia” (1981). Optamos pela transcrição integral de seu conteúdo, e não pela digitalização, para facilitar a leitura, dada a dificuldade em reproduzir os originais mimeografados.

Como não podia deixar de ser, o Boletim do GGB reflete a linguagem de sua época, quando era corrente o uso de termos hoje considerados politicamente incorretos, tais como homossexualismo, opção sexual, travesti no masculino, aidético. Em seu pioneirismo, foi, contudo, o Grupo Gay da Bahia quem protagonizou diversas destas mudanças conceituais, liderando em 1985 a campanha nacional que substituiu homossexualismo por homossexualidade; pleiteando, juntamente com o extinto grupo Triângulo Rosa fundado pelo primeiro decano do MHB, João Antonio Mascarenhas, de saudosa memória,  a inclusão da “orientação sexual” na Constituição Federal; propondo a adoção do feminino para designar “as travestis”.

Chamamos a atenção, sobretudo nos primeiro números, para o tom marcadamente “anarquista” de seu conteúdo e linguajar: criado ainda durante a Ditadura Militar, os editores e colaboradores do Boletim do GGB assumiam postura irreverente e contestadora, resgatando e insistindo no uso de termos estigmatizados, como bicha, sapata, traveca, visando desconstruir o estigma embutido em tais pejorativos, exatamente como fazem hoje os seguidores da Teoria Queer.  

Curiosa a insistência como usávamos adjetivos femininos para se referir aos gays em geral, incluindo “as gegebetes”,  tendência hoje descartada pelo movimento LGBT tupiniquim.   Notável também é a postura contestadora, as vezes mesmo “antigovernista” desta publicação, defendendo com garra a independência do MHB face aos partidos políticos e denunciando o descaso estatal face à homofobia e Aids, sem contudo abdicar do apoio e solidariedade dos parlamentares e autoridades simpatizantes. Importante ainda salientar o  intercâmbio do GGB com demais movimentos libertários – notadamente o Movimento Negro Unificado, o Brasil Mulher, a Associação Nacional de Apoio ao Índio, e precocemente, o movimento ecológico, além das associações LGBT internacionais, como ILGA, IGLHRC.

Grandes momentos, dilemas e vitórias da militância LGBT aparecem documentados no Boletim do GGB. Particularmente interessantes são as sínteses cronológicas, como a história dos Encontros Brasileiros de Homossexuais (EBHO); a lista dos gays estrangeiros, menores de idade e lésbicas assassinados; o rol dos suicidas lesbigays, entre outros. A divulgação de bibliografias sobre homossexualidade em português, assim como a lista dos endereços dos grupos LGBT do Brasil e do mundo, também foram presença constante nesta publicação, demonstrando a preocupação do GGB em capacitar e estabelecer pontes dentro do próprio MHB.

Entre os colaboradores que assinaram artigos sobre temas relacionados à homossexualidade e Aids, destacam-se os cientistas sociais e jornalistas Nestor Perlongher, Edward MacRae, Ricardo Liper, Toni Pacheco, Hedimo Santana. Luiz Mott e Huides Cunha são responsáveis pela quase totalidade das matérias, que por humildade, deixaram então de ser assassinadas. Ao longo deste quarto de século, participaram igualmente da produção do Boletim do GGB mais de uma dezena de colaboradores, a quem dedicamos esta reedição: Aroldo Assunção,  Marcelo Cerqueira, Nilton Dias, Dona Pura, Audeci Quirino, Luiz Alberto, Helio, Álvaro, Jane Pantel, e muitos outros. A todos, e também à Senadora Lídice da Mata, que através de dotação orçamentária financiou tal publicação, nossa gratidão. E a certeza que combatemos o bom combate, numa era pioneira ainda sem as facilidades do fax e internet. Alem do Boletim do GGB propriamente dito, incluímos duas coleções de subprodutos desta mesma seara: seis Boletins do Quimbanda Dudu, Grupo Gay Afrobrasileiro e três Boletins do Secretariado Latino Americano de Grupos Homossexuais.

O evento contará com uma pequena mesa de abertura do evento o Secretario Almiro Sena; Luiz  Mott, Editor do Boletim do GGB; Secretario Albino Rubin; Milena  Passos  presidenta da Associação de Travestis de Salvador (ATRAS), Oswaldo Fernandez, Antropólogo, fundador do Diadorim; Prof. Ricardo Liper, filosofo da UFBa e fundador do GGB;   Danillo Bitencourt, coordenador do Comitê Estadual LGBt; Rosangela Castro do Grupo Filipa de Souza; Nilton Luz, representando o Fórum LGBT e Rede Afro;  Marcelo Cerqueira, Presidente do GGB e coordenador do Quimbanda Dudu.

Serviço
Lançamento de livro e Coquetel
BOLETIM DO GGB - 1981-2005
Valor da publicação $ 10,00
Entrada franca
Luiz Mott, Editor
Dia 28,6, 3ª feira, 19hs
PALÁCIO RIO BRANCO, ao lado do Elevador Lacerda
Salvador, Bahia

Informações (71) 9128 9993 – 9989 4748

 

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