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Dia Mundial da Aids

Marcelo Cerqueira
Centro Baiano Anti-Aids e Grupo Gay da Bahia

1º de Dezembro de 2008, Dia Mundial de Combate a Aids,  é uma iniciativa criada em 1988 pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para mobilizar esforços coletivos e individuais em todo o mundo na luta contra a proliferação da doença.

Passados dezenove anos da instituição do Dia Mundial da Aids, que saldo podemos contabilizar até o presente? No Brasil, aproximadamente  meio milhão de pessoas  foram atingidas pelo HIV, metade já tendo falecido.  A Aids tornou-se uma epidemia pauperizada, deixando de ser doença de ricos, intelectuais e artistas famosos, atingindo  as classes populares da cidade e do campo.  Nos grandes centros urbanos tem-se a impressão  que esta doença já não existe mais, tendo-se perdido em algum lugar do passado. As pessoas não usam e nem pedem o uso do preservativo em seus encontros amorosos. Entre os motivos que explicariam o sexo com risco, talvez o primeiro seja a banalização da vida e da morte: estamos perdendo  o glamour de viver em conseqüência dos graves problemas contemporâneos: fome, miséria, desemprego, violência urbana, ausência de afeto e falta de auto-estima.

O preservativo continua sendo o barreira física mais eficaz  contra a transmissão do HIV, mas devido aos incômodos decorrentes de seu uso, é posto de escanteio na busca do prazer momentâneo. Pouco se fala do preservativo no dia a dia. Quantas vezes encontramos parceiros/parceiras que aceitariam transar sem camisinha!  A tarefa de universalizar o uso do preservativo como principal estratégia na prevenção da Aids e demais DSTs, cabe sobretudo às ONGs,  que levam ações de saúde a onde o braço protetor do Estado não consegue penetrar. Mas, onde estão as  ONGs/Aids, tão ativas na década passada? Hoje, as Ongs que sobreviveram, lutam heroicamente para não fechar as portas! Lastimavelmente, a cada dia, mais  grupos de prevenção da Aids e apoio aos portadores de HIV estão falindo por falta de apoio governamental e da iniciativa privada para desenvolver projetos destinados às populações mais carentes. Sem o trabalho de formiguinha desses agentes voluntários, a epidemia vai se alastrar ainda mais. O crescimento de infecção de jovens homossexuais aumentou mais de 70% na última década.

O Brasil, aplaudido há anos como país onde se desenvolveram modelos eficazes de prevenção e apoio aos doentes de Aids,  agora seu Programa Nacional de DST/Aids encontra-se visivelmente debilitado, com poucas verbas e restrito quadro de pessoal na área de prevenção. Faltam até preservativos para distribuição aos grupos mais carentes.
A Aids não é mais aquela, que desfigurou e nos privou tão precocemente dos saudosos Ney Galvão, Cazuza, Sandra Brea, Claudia Magno, Lauro Corona e tantos outros. Hoje a epidemia é tratável e os retrovirais melhoraram a qualidade de vida dos portadores Não podemos deixar de lembrar  que a Aids continua sendo uma grave doença ainda sem cura. Daí nunca esquecer: camisinha sempre! ( Salvador, 1 dezembro de 2007)

Marcelo Cerqueira
Educador Bacharel e Licenciado em História
Presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB)
E-mail - Marcelo Cerqueira <marcelocerqueira@atarde.com.br>

 

 

 


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