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Diversidade em pauta

Faculdade Mauricio de Nassau debate homofobia e prostituição em Curso de Férias
Editoria de metropolitana 24/07/09


Marcelo Cerqueira ao centro e (E) Mãe Carmem e (D) Mãe Preta da Ladeira da Montanha. Ambas realizam ação social com mulheres prostitutas e jovens em situação de risco e de rua. "Por esses exemplos que a Bahia é diferente". disse o professor Osvaldo Emanuel.

 

 

LAURO DE FREITAS, 24/07/09 – Alunos do Curso de Férias de  Direitos Humanos da Faculdade Mauricio de Nassau, sob a orientação do professor Osvaldo Emanuel realizaram na manhã de hoje um encontro com lideranças comunitárias que atuam na questão da promoção e cuidados com os direitos humanos em Salvador. O grupo de alunos buscou sintetizar dois momentos para o entendimento dos colegas sobre homofobia e prostituição.

Levaram para a sala de aula Marcelo Cerqueira do Grupo Gay da Bahia (GGB), Maria Davne Rodrigues, conhecida como Mãe Preta da Ladeira da Montanha e Carmem Bispo Santos, Mãe Carmem ambas ex-prostitutas que aprenderam a ler para ensinar as suas camaradas. Elas fazem trabalho social de acolhimentos a populações que vivem nas ruas de Salvador. Mãe Preta que declarou já ter tido mais de quinze filhos todos registrados por ela mesma sem o nome paterno, orgulha-se de sua condição de ex-prostituta. Já Mãe Carmem que atende as mulheres nos seus piores momentos disse “Puta é uma mulher igual a todas”, disse indicando que não existe distinção e que a prostituição é um trabalho como outro qualquer. O Professor Osvaldo Emanuel, fez as considerações sobre as falas em relação as mulheres, falou a importância de acadêmicos ouvirem esses depoimentos. “São exemplos de vida de gente que fez e faz a Bahia. É por isso que a Bahia é diferente.” Disse o professor.

O acadêmico de Direito Marcelo Burgos iniciou o debate relatando que o tema da homofobia é algo sério que não se deve brincar, porque muitas pessoas sofrem por serem homossexuais. Já a outra acadêmica Maria de Fátima Costa, informou aos colegas que o tema da diversidade é importante ser tratado na academia, porque de lá vai sair os operadores do Direito. “Importante ter essa compressão da diversidade humana, porque uma pessoa que já foi sensibilizada para a questão da homofobia já é um parceiro contra as desigualdades”, disse Fátima Costa.

Cerqueira do GGB foi o primeiro palestrante. Ele relatou as constantes violações dos Direitos Humanos dos Homossexuais e disse que no Brasil, mesmo que pese o preconceito, não existe legislação que puna os homossexuais ao exemplo de alguns paises africanos que estabelece pena de prisão a essa conduta. Fez breve relato da situação dos homossexuais na Bahia e insistiu novamente na criação da Delegacia Especializada para atender crimes homofobicos. Marcelo Cerqueira respondeu diversas perguntas dos acadêmicos e distribuiu material informativo do GGB.

 

 

 

 


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