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Mostra

Presidente do GGB fala sobre Querrele de Fassbinder na Mostra Possíveis
Editoria local Salvador, Ba, 13/06/2010 - 19hs.


Marcelo Hailer, Cerqueira e Helio Fernandes na mesa de Testemunhos.

Querrele, o policial e Nono, gerente do Bordel.

 

O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), professor Marcelo Cerqueira participou na tarde de hoje no auditório do Espaço Cultural Caixa Econômica como palestrante na 3 Mostra Possíveis Sexualidades na mesa de Testemunhos de como as representações GLBT no cinema e na televisão tiveram alguma influencia sobre as suas vidas e decisões, mesmo que inconscientes.

Cerqueira abordou o filme Querrele de Fassbinder, uma adaptação baseada na novela “Querrele de Brest” do escritor Jean Genet, escrita em 1947. O filme foi lançado três meses após a morte de Fassbinder em 1982 “Quando o filme foi lançado, eu tinha 15 anos” disse Cerqueira, informando ainda que só pode ver o filme após completar a maior idade, pois a indicação é para 18 anos. “Quando assistir o filme, após a maior idade nada mais que a sensualidade dos atores me despertou a curiosidade e os sentidos, a sensualidade de Querrele, algo fascinante”, continua. “Hoje posso entender tudo isso, Querrele, Genet e Fassbinder, são quase as mesmas pessoas”. Na opinião do professor eles todos não buscavam aceitação dos homossexuais, para eles a homossexualidade era algo que existia e pronto, não era preciso desenvolver uma identidade. O que importava era o tesão, o desejo e o sexo em si, sem amor, sem afeto. Uma sociedade da espada, como diz Jeanne Morreau, que faz a personagem Lysiane, dona de Hotel no Porto.

Quem faz Querrele no filme é o ator Brad Davis logo após ter feito o filme Expresso da Meia-noite, de Alan Parker, em 1978 onde ele viveu o drama e a homossexualidade externa numa prisão na Turkia, preso por trafico de ópio, a droga da época. Em Querrele, ele é o drama interno do desejo aos homens, da aventura e da morte. Por falar em morte, Brad que foi casado teve fama de bissexual na vida real, também lindo daquele jeito, morreu de Aids em 1991 nos Estados Unidos, um dos primeiros famosos a contrair a doença. Jeane Moreau, que vive a cantora decandente Lysiane, entre um drama, um amante a apresentações no bordel, cantava a canção, frase de outro homossexual Oscar Wilde “Todo homem mata aquilo que ama”, uma paródia que se encaixava perfeitamente no ambiente que ela vivia cercada de homens, mas sem nenhum pra chamar de seu.

Cerqueira pontuou que o filme marcou sua vida lhe dando mesmo que de forma inconsciente possibilidade de construir uma identidade gay masculina. A Mostra Possíveis Sexualidades segue até o dia 17. Também participaram da mesa como debatedores os jornalistas Marcelo Hailer da revista A Capa e Helio Fernandes da revista Junior, ligada ao site Mix Brasil.

 

 

 


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